domingo, 13 de janeiro de 2013

O passado que sussurra para o futuro

   Em um documento...
...Perdido no tempo...
...Entre muitas inscrições...
...Há, em seu verso, o nome de uma música...
...Engolida pelo tempo e pelo esquecimento...
...Renascida da Curiosidade, da Vontade e da Coragem...
...Em percorrer mais uma vez em planícies seladas...

(Originalmente criado no Facebook dia 11 de janeiro de 2013 e adaptado para o Blog)

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Quatro lados versus um

1° Personagem: Então, é aqui. Mas saiba que...

2° Personagem: Eu não quero saber dos seus conselhos. Se é que pode dizer que isso é um, vindo de você...

1° Personagem: Pra variar, você sempre afim de não escutar, não é? Bem, depois não diga que não avisei.


2° Personagem: Agora que eu estou aqui, você sabe bem o que eu vim fazer. Dentro desse domínio há as regras e sabemos o que virá em seguida. Começe logo com isso...

1° Personagem: Você me parece afoito demais. Quer desistir? Talvez no fundo julgue-se ainda incapaz de...

2° Personagem: Suponhamos que sim, eu seja incapaz. Mas saberemos só se eu permanecer aqui o tempo que for necessário. Isso inclui meu raciocínio e meus movimentos. E até suas obersavções. É algo que nem eu, nem você, sabe com 100% de certeza.

1° Personagem: Será mesmo que eu ja não sei como isso vai terminar?

2°Personagem: Não sabe,não. Olha ali, veja quem está também. Você sabe o que aquela pessoa sente? Sabe? Como vai se movimentar? E o que move ela?

3° Personagem: ...

1° Personagem: Oh, ela nada diz. Será que é pela máscara que usa, que impossibilita de falar?

2° Personagem: Talvez. Embora a máscara seja bonita, não vim aqui para ouvir. Não de uma forma completa. Então não vim criando possibilidades e perspecitvas de ouvir vozes. Bom, não antes de começarmos. O que me interessa agora são só os...

1° Personagem: Hahahahahah! Sempre implacável nessas horas, hein?~pausa~ Por ser assim, você sempre desperdiça a chance e o momento que poderia usar aquilo que vc tem demais, mas usurfrui de menos.

2° Personagem: Hahahahah! Tão afoito quanto eu! Espere e verá se eu não usarei então o que vc me joga na cara agora pelo que me deu e eu não uso.

1° Personagem: ...



4° Personagem(oculto): ...E não é que ele foi mesmo?

5° Personagem(oculto): Pois é...

4° Personagem(oculto): Dentro de poucos anos, é, ao que me parece, a segunda vez que encara novamente a Planicie Monocromática desse tema.

5° Personagem(oculto) : Será que isso é mais um de seus capítulos de impulsividade? Veja bem: é que estou cansado de observa-lo e sempre dar nisso...

4° Personagem(oculto): Quem você quer enganar? Se assiste aqui, comigo, ele e o que pretende fazer, até mesmo como ele vai sair dessa, é porque vc ama a imperfeição dele. Ama esse jeito de ser imprevisivelmente previsivel. Este jeito de...

5° Personagem(oculto): Está bem, está bem! É...Talvez seja isso.Não sei. Eu...me preocupo um pouco com ele, acho...

4° Personagem(oculto): Ai está: outra mentira sua! Você não se importa com ele, e sim com as emoções que aquele pobre humano pode dar à você, quando e enquanto vc o observa.

5° Personagem(oculto): ...Tsc! ~pausa~ Bem, o que importa é a dúvida que nos faz ficar aqui, só observando. Crio pensamentos e possibilidades perante à existencia dele. Como pode, né? Penso se, nesse tempo todo, ele cresceu devidamente.

4° Personagem(oculto): ...E isso importa tanto? Bem, embora você e mesmo ele não acredite com exatidão, sempre questionando, oscilante, diante desse tema, acho que ele está no caminho certo.
(risos).~pausa~ Mas não podemos negar o fato de que ele é importante. Ele , na vida dele, sem saber qual é o seu perfume, altura, aparencia, ele tem o poder de fazer voce pensar nele. Observa-lo. Torcer. Ainda que seja pelo seu bel prazer.

5° Personagem(oculto): ...(pensamento longe) É. Queria, aliás, quero um belo desfecho...Você conhece minha natureza, então não me transforme num anti-herói. Sabe que se ele sofrer, eu desejo que ele sofra com classe, fazendo a melhor cena, chorando com as melhores lágrimas, e sua dor ser tão real que seja impossivel de continuar! Hahuhuuhuhahuahuuhahuuha! ISSO!! A ponto do sofrimento dele me dar um enorme prazer de assistir, enquanto minha língua se degusta do sabor futuro quando puder devora-lo, derrotado!

4° Personagem(oculto): Está vendo?

5° Personagem(oculto): O que? O que? Já começou?!

4° Personagem(oculto): Não, você. Está ai, divagando sobre ele. E veja: ele sequer se mexeu. Nem começou. Eles ainda estão conversando, ou discutindo, sobre os últimos preparativos...

5° Personagem(oculto): ...Grrr!! Tsc!!

4° Personagem(oculto): ... ou talvez, inconscientemente, estejam divagando sobre nossa existência, oculta...

5° Personagem(oculto): ...



2° Personagem: E então? Estou pronto! Quando isso vai começar?

1° Personagem: Hum...cenário ao redor? Música, talvez? O que deseja nisso tudo? Oras, sou eu quem faço , mas é sempre à pedido do cliente...(risos)

2° Personagem: Me remeta à uma atmosfera de 40 a 80 anos atrás...

1° Personagem: Já está se despedindo de alguém, por um acaso?

2° Personagem: (nervoso)Não! E mesmo se for, que fique aqui minha homenagem. Mas não é nada disso. Só estou nesse momento...Quero respirar esse ar...

1° Personagem: Muito bem! Está feito. com direito à melodia. Algo mais?

2° Personagem: Sim, o céu. Pode colocar o clima nublado, com nuvens cinzas?

1° Personagem: ...Sim, mas ahn...o que está pensand...?

2° Personagem: Apenas faça! Aqui, no chão eu também escolho?

1° Personagem: Sim, também. Mas é meio arriscado. Tudo isso envolve exatamente você conhecer bem o chão...

2° Perosagem: Então me providencie uma névoa. Baixa, rasteira. Não constante. De vez em quando vai ser bom observar os passos...

1° Personagem: Você é....bem, deixa pra lá! Sei lá, talvez, vc esteja exagerando um pouco. É só um...

2Personagem: Vê lá o que diz. Ou vai colocar em xeque seus feitos e sua existência?

1° Personagem: ...(silêncio prolongado). (seu tom de voz muda para um tom um pouco mais agressivo) Muito bem. Que assim seja!...Algo mais...?

2° Personagem: (pensativo) Não, acho que não...

1° Personagem: Por fim, preciso te aconselhar algo. É como se fosse uma orientação: Aqui você não irá muito longe se focar normalmente. Você, querendo ou não, também deverá estar focado ao que vc não vê a ao redor. Caso contrário, uma única distração, o sistema reconhecerá que é uma espécie de desistência e te jogará para fora. E ai, sim, você colocará em xeque os seus feitos e sua existência.

2° Personagem: ...(silêncio). (mudança da expressão tensa para um sorriso singelo e sem graça) Sabia que você é muito bom em dar conselhos que alfinetam...? (risos)

1° Personagem: (risos)...Hey....(pausa)...Boa Sorte...

2° Personagem: (caminha 3 passos à frente, enrijece o corpo alguns instantes e observa a mudança ao redor, que transforma num passe de mágica.)

Sobre o limite de 4 cantos distintos, a maior forma se multiplica dentro de si, fazendo de sua semelhança diversos avatares pequenos. Monocromático vira a planície. O Terceiro personagem entra, e fica em sua posição. O segundo, se encontra do lado oposto, como uma remota disputa entre dois mundos. O exército composto de 6 habilidades personalizadas estão todos dentro dos corpos que acabara de entrar. Se contar ações disperdiçadas, ambos possuem 16 chances.

1° Personagem: Escuta! Você dá tanta importância assim, pelo que vc diz?

2° Personagem:(olhando para trás) Sim. É a minha palavra. Ela se propaga numa explosão de sentimentos, eufóricos ,constantes ou não que invade outros mundos. Eu preciso cumprir, pois é dentro de mim que se origina isso. Eu preciso ser responsável por ela.

...
E a dimensão se fecha. Não se ouve mais o vento que move as nuvens cinzas. Não se enxerga mais a névoa que ora ou outra cobre o chão. Não se sente mais a música que fora escolhida. O Primeiro, o Quarto e o Quinto personagem esboçam um leve sorriso de boca fechada, aguardando a volta Segundo e seu resultado.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Uma viagem sem sair do lugar

Um lado dele defende a Vida.
Crê que tudo possui uma solução.
O mistério de Deus está contido nos segundos de respiração.
Usando dos cinco sentidos, pode-se alcançar o sexto e quem sabe poder mudar, aos poucos, a realidade ao redor, numa cadeia infectada que vai gerando mais vida e mais flores, numa explosão de cores.
O Outro lado defende a Morte.
Tudo tem um fim.
O mistério de Deus será revelado quando tudo acabar, e não será aqui.
Usando dos cinco sentidos, pode-se alcançar a supremacia do último golpe, do último movimento, do ultimo sopro da Vida, tendo a plena certeza de que viveu tudo que tinha de viver e que escolheu esse caminho sabendo sua consequência final, pois adota o 'fim' como algo normal, gerando um legado de quem respirou cada segundo como queria, na explosão de sentir dono da sua própria vida.


A diferença do primeiro para o segundo é que o primeiro, sabendo traçar e andar com cautela, vai longe, não pelo fazer história', mas buscar experiencias, aprendizados. O segundo se joga no fogo, na boca do lobo voraz e mesmo que busque a vitória, caso morra não há importância, pois além de admira-la como uma força que, quando chega, nada se pode fazer, crê também que o feito é feito de forma heroica.

Dos dois, parece que o segundo é o mais perigoso. Pois não tem medo de morrer. Não quer parar, mesmo caminhando em direção ao abismo. Ele acha que ali ele pode voar. E se não puder, em plena queda livre, ele vai fazer o que faz de melhor: improvisar.

Dois pontos de vista diferentes. Dois mundos que não se combinam. Mas pertencem ao mesmo sonho. De novo os sonhos. Com toques amargos do que não foi. Dois mundos de um mesmo Sonhador, Criador de Pesadelos.

 Uma cadeia de dias, horas, minutos e segundos, tão esperados, tão significativos, são recepcionados com um estimado prólogo. Este avisa, em seu discorrer natural, que existe pelos erros e pelo lado desprendido da Vida. E se quiser achar o que busca, terá de frear para ver, mais atenciosamente, o cenário à sua volta...

Claro que o prologo jamais seria claro dessa forma. Ele primeiro faz o Sonhador abrir os olhos, e deixa ele mesmo perceber do que se tratava a 'realidade' segundos antes de acordar; Depois vem o vazio na caixinha do peito. E tudo parece que a introdução do dia é iniciada através de um teste: levantar, caminhar, lutar, buscar, com algo faltando dentro de si.

As malas ja estavam prontas. Tudo estava decidido. Seu itinerário era certo. Não conhecia o lugar, mas apostou nele. Talvez foi o seu lado desgarrado, louco e insano. Buscando um romance próprio, não desse mundo. Talvez foi aconselhado pelo lado esperançoso e pacífico. Não se sabe. E provavelmente nunca saberá. Nunca saberão. Mas foi atendido. Um lado dele, ou os dois: um pelo perdão, outro pelo que buscou.

Foi dado aos dois os 4 básicos, ignorados por todos. À noite, foi dado algo além. Se preparou e fez o esforço de tentar alcançar a visão que almejava desde os tempos de suicídio inconsciente. Ali, embora tivera usado de artifício que o deixasse preparado para qualquer surpresa sobrenatural, estava certo e consciente do que queria contemplar. Estava tão puro, segundo o julgamento dos céus, que lhe foi dado um banho, primeiramente. Pálido, cor de Lua. As sombras ainda estavam lá, pois pareciam que tivesse saído de sua cabeça para sobrevoar e engolir a cidade na mais  desoladora escuridão. Não, não foi o que aconteceu. Como se pertencesse a uma tribo apagada no longínquo tempo desse nosso planeta, dentro de si ele orava, rezava para os Deuses. Não pedia - por favor- em suas orações mas dizia - não sairei daqui sem o que vim buscar; conceda-me, porque essas sombras, embora a natureza dela seja tirar a esperança do coração, não me dá medo-.

Foi dentro de instantes que o monstro alado de dissipou, ainda que não por completo, deixando um rastro do que ele procurava: não sabia, à principio, se o que buscava estava dentro do bicho ou, no cenário da dilaceração, pode enxergar além daquele corpo flutuante.

Sua reza ganhava mais força, porque não se curvava. Não pedia clemencia. Ele se mantinha em pé ou por vezes sentado, olhando pra cima. Convicto, fixo. Sorria de canto. Se afastava das novas amizades procurando um eixo e um angulo melhor da benção que buscava. Aquele rio parecia ser tudo que poderia ser concedido naquela noite. Até então depositar  seus pedidos na grande esfera pálida. Só ela tinha o poder de banhar ele e os céus, os seus.

Num grande arco, que aumentava a cada instante , agora banhava poucas pessoas despertas e muitas em sono profundo. Ele não sairia dali enquanto não sentisse toda a energia. Se alguém quisesse fazer companhia, seria aceita, tanto como foi. Caso não, não mudaria o que pedia em suas rezas. Como mero mortal, dono de dois mundos , ficaria ali. 

Foi ai que novamente deram as mãos. Fecharam os olhos. Sentiram. Entenderam, desde o primeiro momento que avistara, os relatos daquele experiente menino que sabia viajar por aquele caminho.
A perspectiva da visão, claro, era diferente. Mas o respeito e encanto era igual.

E só bastou ver, e contemplar, que os mundos fariam o resto. E com ajuda, ele foi longe...

Mas o Segundo também possui suas verdades: ~Tudo tem um fim~ e desse arco havia chegado.

Foi, assim como todas as despedidas, difícil de realizar. O lado desprendido ainda estava dormindo.

Foi apenas de noite, quando o corpo e alma acostumou com a vitória, que o Segundo despertou.

Dentro do grande caminho, de olhos fechados, ele mantinha os seus abertos. Trabalhando em sua teia, ele depositava o que foi, e o que é.

Na velocidade de suas costuras, suas linhas interligavam novamente à memória.

Velhas preocupações voltavam na mesma velocidade que se percorre a grande estrada.

Ele não sabia se dormia ou se estava acordado. Mas sabia que a realidade voltava, implacável.

A tristeza abraçava ambos.

O que salva o Primeiro é a lembrança de achar o que buscou e que não foi um sonho.

O que salva o Segundo é o impeto de se jogar novamente na Realidade Retaliadora e ver no que dá.


E ambos , pertencendo a mundos diferentes, dão as mãos, em algum lugar, numa única alma, que segue em frente.

Ele acordou, novamente.Com muitas tarefas a realizar e pensamentos a construir...


sábado, 22 de dezembro de 2012

A Continuação

Hoje é dia 22 de dezembro de 2012.
São exatamente 14:21 horas na linha em que escrevo...Localização: São Paulo, capital.
E o mundo não acabou.

...E agora?

Muitos pensaram isso. Muitos se sentiram indignados por não morrer, por não acabar tudo. Se sentiram abandonados pelo fato de não haver uma morte rápida, simples, coletiva. Não houveram apagões. Não houve chuvas de meteoros. O mar não subiu e engoliu cidades litorâneas de forma catastrófica e mundial.
Não houve visitas de extraterrestres. Nada de Nibiru, nada de Jesus e Satanás. Nada.
...A chuva continua. O por do sol está em algum lugar do planeta: feliz, normal e despretensioso. A lua e as estrelas também...

Comecei esse texto com a data,horário e localização certas para ficar claro que, no atual presente, não faço ideia quantas vezes a humanidade levantou essas hipóteses do fim do mundo ou fim da raça humana, mas hoje se faz presente a vontade coletiva de não mais viver.

A situação do mundo, dos humanos se tornou tão suja, tão sem graça, tão sofrida e tantos outros adjetivos negativos que a salvação (para ainda escapar do julgamento da coletividade e de Deus sobre o suicídio) adotada, absorvida e consentida pela maioria foi o desastre do mundo inteiro. Pessoas iriam sofrer, mas por pouco tempo.
Poucos acreditavam numa mudança drástica, com a chegada de outras vidas inteligentes ou que o cenário da batalha final do Bem versus o Mal seria a Terra, tendo a gente como meros coadjuvantes na lutas de Anjos e Demônios.

A minha pergunta mais profunda, no momento, é como essas pessoas, que tanto acreditaram no fim (ou numa suposta mudança) encara essa realidade: "NADA MUDOU." ?

A realidade é dura e fria feito aço, e sei que muitos ainda estão caindo num abismo profundo, pois nada veio nos destruir e também nos salvar. Nada. Acredito que estão se sentindo desoladas, abandonadas...
E afirmo que isso é uma loucura sem tamanho...

"Abandonadas por não acontecer nada?". Ora, religiões, filosofias e o próprio ser humano é muito contraditório. Diz ser proibido e pecado se matar, mas o que a humanidade faz todo santo dia?

Sem hipocrisia, somos todos suicidas, em maior ou menor grau. O ato de fumar um cigarro, por exemplo, é um ato suicida: sabemos que isso mata aos poucos, mas julgamos a realidade como a criadora da ansiedade, mas essa não existe se não houver um ser humano.
"Se matar" também é não "lutar" para evitar a morte que vem ( prometida, segundo a falsa previsão). É se calar e consentir, aceitar que nada pode ser feito.

Estamos desolados a muito tempo. Descobrimos que somos inteligentes até demais, pois usamos a inteligencia para afetar os outros e a nós mesmos. E traídos pelo livre arbítrio, perdemos o controle de nossas forças. Das nossas criações. Agora ou enfiamos a cara numa religião cega ou empurramos a vida "de barriga".

Não!NÃO! NÃÃÃÃÃÃÃOOOOO!!!!!

Você que Acredita  nas revelações de Maria, por que não passou pela sua cabeça que Deus não daria uma segunda chance, logo ele que é o "Deus das chances"? Se julga uma criatura infeliz, pecadora?
Sim, você é. Mas não pelo julgamento do Todo-poderoso, mas por si mesmo e pelas suas não-atitudes.

E você, satanista de plantão? Seu deus de chifres também nem veio dar o ar da graça. E não me venha falar que tudo está como o Diabo gosta, porque não está. Sabemos no fundo que pode piorar cada vez mais. E no fundo não querem, embora também se julgam incapazes de fazer algo, daí vem o termo bem recebido por vocês: "Tah no inferno, abraça o capeta."

Aos ufólogos e simpatizantes da vida inteligente de outro planeta, lamento por vocês também. Acreditaram tanto na inteligencia dos habitantes de outros mundos que esqueceram de perguntar o essencial: "Será que eles, muito mais avançados  do que nós, estariam dispostos a nos ajudar?"
A resposta viria feito um raio se pensassem: " É CLARO QUE NÃO"!

Deus, Diabo, Extraterrestres e provavelmente a própria Natureza não ajudará se não houver MUDANÇA.
Pegue o exemplo simples da Natureza: SE não plantar uma semente, não há vida e nem resultados.

Assim é com a Realidade.

Sabe o pior disso tudo? A humanidade acreditou numa mentira sem tamanho criada pelos próprios seres humanos!!! Vivemos durante 2 ou 3 anos, a sensação de um "1°de abril". Mas com a diferença da fé.

Fé cega, pois mesmo acreditando, nada aconteceu.

Fé mesmo é aquela que funciona junto com atos. Simples. Complexos. Mas tem o "acreditar" inserido nela.
Essa, sim, é a que conta. É a que move montanhas. É a que te faz brilhar.


Se o mundo não acabou, então pense vocês, ou todos nós, que Deus, Diabo, Extraterrestres,  Vaca Dourada,  Fadas, Gnomos, Elementais nos deram uma segunda chance. A chance de levantarmos a cabeça e prosseguir. Que a mudança ou a destruição não vira de Norte, Sul, Leste ou Oeste. Nem de fora do planeta ou de suas entranhas. Virá do centro. Nosso centro. Dentro. Do coração...

Estamos vivos. Então vamos seguir em frente?
Ora, uma raça que não tem coragem e deseja sua própria morte a nível mundialmente egoísta, não merece sequer uma audiência com nossos Deuses e Demônios.

Vamos acordar!?



terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Sol em Mercúrio, Lua em Plutão

O tempo repousou-se, tímido e ao mesmo tempo bem espaçoso, dentro daquele quarto. O tempo trouxe um novo amanhecer. Lentamente. Gradativamente. Timidamente. Deve ter sussurrado algumas palavras doces. E nesse conjunto , enquanto deitava em cima dele, se transformava na realidade.

O coração batia, sem pressa e a respiração estava com ele nos movimentos naturais da vida ali, vivida. Eles, sem peso, sem nenhum obstáculo, faziam seu milagre. Era bonito ouvi-los. Senti-los. Aquele corpo sim, havia despertado de uma maneira mais leve. Dava a sensação que poderia flutuar em alguns passos. Se sentia descarregado e que havia acabado de passar por um grande obstáculo que durou uma saga para seu desfecho final.
Enquanto caminhava, sentia que ainda havia algo para se preocupar. Sempre temos algo com que se preocupar; basta estar vivo. Isso se tornou uma péssima mania do ser humano de nosso tempo. Mas também sentia que deveria deixar de lado, por um tempo. Dar um tempo para si e curtir o que estava sentindo. Dividido então pelas duas forças, iniciou um momento onde , no final deste, afirmaria certas teorias. Se divertia em passos e minutos rumo à Rua da Novidade.

Em suas observações, ele presenciou uma energia que se podia enxergar com os mais belos tons de cor que poderia contemplar. Dos três Colossos de Concreto que se erguia perante ele, sempre observando o pobre mortal, o grande traço de energia viva o puxava para o caminho da bela visão; na mão direita de um Colosso emanava uma luz que deixava qualquer efeito especial cinematográfico "real demais pra ser verdade". Esses belos caminhos, de energia, e cores com o poder de tocar o coração, saia do centro dessa luz.
O manto circular era do mais lindo cetim que se sujeitava a estar bordado junto aquela magnífica visão. E nela, acima de todos, havia um detalhe. Único. Poderia ser qualquer coisa e ter qualquer nome. Houve, para ele, apenas duas possibilidades: poderia ser um olho, semi-cerrado que o observava, pertencente à um monstro que habita os desertos de um mundo escuro, ou poderia ser um sorriso singelo e prateado, de uma senhorita com perfume e aparência de fada. Ele optou a segunda opção.
O calor dessa luz poderia te-lo aborrecido e deixado ainda mais exausto, como muitas vítimas que ela faz pela sua natureza. Naqueles dias sequer ele lembrou que poderia morrer exposto à ela.
Tudo sorria. Tudo cantava. Se havia lágrimas, eram leves, quase inexistentes. Visíveis feito uma sutil teia de aranha.

Não que não se importasse, naquele momento, com coisas que estavam acontecendo ao seu redor. Só não se sentia pesado, como das outras vezes. O Mundo dos Adultos se mostrava mais mimado do que o da Criança. Então escolheu poupar o sofrimento daquele mundo. Certas coisas são inevitáveis e assim será, até que o tempo cumpra lentamente sua palavra.

O tempo é como um oceano cheio de oferendas. Há sempre a possibilidade de oferecer algo positivo e esperar algo em troca dele de mesma natureza. Mas sabemos que pode vir coisas que não pedimos. Coisas deixadas por outros e trazidas por Ele. Não devemos nunca nos amaldiçoar por ter recebido o que não queríamos. Devemos, antes, refletir que o Oceano está sujo porque nós o poluímos com oferendas feitas às pressas. E não esquecer também que, assim como o Oceano, o tempo também nos engole.

...No fim do dia, ele lembrou de um pesadelo. E guardou-o, para lembrar futuramente.
Sorriu quando deveria. Respirou leve quando pode. Caminhou passo a passo sentindo o chão e flutuou quando fechou os olhos. Tudo no momento certo.

Porém, eles tardam a aparecer, mas não falham. Exibiram-se e tomaram toda a luz para eles. A agradável sombra cinzenta foi o fundo melódico diante de suas ações alheias. Enquanto tocava, eles agiam.
Desta vez, e mais uma vez, ele já havia previsto isso. O mundo não deixou de ser novidade. Não ficou pior. Só o lembrou onde morava, onde vivia e o que tinha de ser feito. E sua ação foi serena...

O "tic-tac" quer entrar em sintonia direta com as batidas do coração. Se um parar, o outro pára também.
"Calma, calma....só mais um pouco" ele repete para si mesmo. E, enquanto respira o presente, emana naturalmente o efeito que existe em pólos iguais:
Invisível,
Diferente,
"Físico"...

Há dias de Mercúrio para ele. E há momentos em Plutão para os outros. E o tempo rege ambos.


sábado, 8 de dezembro de 2012

Suor & Energia

Olhos abertos mais do que de costume. Assim, entraria pensamentos demais. Ruins. Sairiam os melhores, os bons. Os de paz.Isso era uma grande desvantagem.
Eu sabia que isso era consequência de outros atos.
Me perguntava onde eu estava. Se ainda tinha consciência.

O stress tomava uma dimensão incrível.
Os músculos tremiam.
Não conseguia controlar meus olhos.
Havia perguntas profundas.
...E parte delas foram respondidas em 3 horas. Precisou apenas de paciência...
Alegria...
Sinceridade...
... E a entrega total no acreditar...

Eu enxergava a felicidade nos outros. Uma combinação de ações me fizeram sair de cena, e por consequência disso eu acabei saindo por demais. Simplesmente não deveria fazer isso, onde a ponte que eu caminhava exigia uma mostra do que eu sou. De quem eu sou. Do que sou capaz. De onde posso chegar.

A princípio, houve uma mania de comparação. Nesse caminho, ainda em cima da ponte, me perdi em sua plataforma. Caminhava reto, sempre em frente. A minha ponte normalmente faz curvas;me faz voltar quase pro início, mas no entanto é familiar. Eu estava perdido justamente por só seguir em frente. Com os olhos estagnados, absorvendo tudo...de ruim.
As companhias noturnas foram invisíveis, mas estavam lá, se desmanchando no escuro do quarto. Me observava(m) com vontade de devorar meu cérebro. Julgavam sem dono e, mesmo se tivesse um, estariam dispostos a atacar da forma mais simples: incinerando-o. Me vigiavam, em pé, um pouco inclinado, pra dentro da minha cama, como a mãe que observa o filho recém- nascido. Eles não me permitiam um sono nem uma noite tranquila. Isso expandiu até outros universos...Até ao colchão do outro lado do quarto.
Autossabotagem  é comum nessas horas compridas.

Mas haviam outras vidas precisando de mim. Adultos e Crianças. E não poderia  me deixar engolir pela lama do Limbo. Ela me degustava silenciosamente, vagarosamente. A fome sente fome de tudo. E eu era o prato principal.
Houve esforços. Demais. Ao fim do dia, a energia não era resgatada. Estava sempre no vermelho. E onde eu ia parar, enquanto estava com o pensamento e olhos presos numa imagem preto-e-branco?

Caminhei com o coração mais pesado pelas dúvidas. Os passos refletiam o suor excessivo. Os olhos alheios  e dependentes tentavam copiar. Marcações, gritos, xingos, tudo fazia parte de um bolo, um todo. Sujo. Perdido. Sem direção. A direção sabíamos, claro. Mas ainda sim, sem direção.

O tempo não espera por nós. E castigados a cada minuto, fizemos ser seguidos. Na borda do limite, mostramos que o suor compensava, nesses dias de calor. Fomos conseguindo paciência. E o dia chegou...


Lá , no lugar, haviam depositados 1002 expectativas. Não tinha como sair perfeito. Mas meu núcleo fez o melhor. Eu suava, já em cena, como nunca. Roupas pesadas e passos livres. Certos. Confiantes. Mais uma vez, eu apaguei segundos antes dos holofotes mirarem em meu corpo e eu devolver a mesma intensidade de luz que me fora cedida. Desde aquele tempo que não nos permite lembrar...


Ouvia de longe os assovios e o delírio dos pais. As crianças faziam o que sabem de fazer de melhor, na hora da responsabilidade: brincar. Isso conferia para eles passos melhores que os meus, asas de anjinhos e diabinhos que vieram para brilhar feito estrelas.
O palco era nosso.
A felicidade dos outros vinha de nós.
Sobre a lua minguante, escrachávamos a sociedade, o mundo, sem ele perceber.

Brilhamos como nunca.

Me senti feliz.

A pergunta que tinha foi evaporada em menos de 10 minutos e 3 apresentações.

" Será que no fim, tudo estava no seu devido lugar? Valeu o sacrifício?"

E a resposta é a mesma desde o começo:

" Estamos dando nosso melhor desde o primeiro momento. Então, vamos continuar a caminhar."


Feito um remédio e um chá para a febre, eu me purificava nos movimentos que hoje me sinto à vontade.
Estava extraindo tudo de impuro no meu coração e no meu corpo. O palco me deu a energia e em troca, pegou pra sí toda a negatividade que saia de meus poros. Abençoado e divino seja esse chão que dá, recebendo em troca, sem reclamar, a energia maléfica.

Aplausos.Cumprimentos. Reconhecimento. Salvação. Sentimento de algo completo.
Ainda não acho palavras para descrever um evento relativamente rápido e de tamanha gratificação.

À professora Marcela, meus sinceros agradecimentos. Foi uma energia sem igual carregar as crianças quando essas não sabiam o caminho e me levantar todas as vezes que tropecei.

Às Crianças, que absorveram o que tinham de fazer nas brincadeiras e na felicidade que batia em vosso corações.

Ao professor Rafael, que tem a coragem de me confiar certas responsabilidades...

À todos e tudo que me causam dúvidas. Vocês ainda me movem, não sei como.

À mim, que nunca sei do que sou capaz de fazer...

Mas ainda não acabou. Tenho um longo trajeto e ainda preciso ajeitar algumas coisas.
...A rosa dada, que infelizmente não durará uma semana, é o simbolo de que, de alguma forma, eu cativei alguém  Alguns, algumas...Formaturas e passos, são os primeiros passos.


quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Lágrimas de uma pequena Fênix

Era uma manhã quente. Dentro e fora, havia um calor onde o dia prometia seguir sua louco estado de estação insana que se aproxima cinicamente pelo calendário. Dentro, além dos 27 graus normais, o calor aumentava a medida que sentia o perfume do café tomando o ambiente, e o cálculo distante da quantidade necessária para enfrentar um gigante de 9 de largura por 10 de horas.
Aquele se sentava habitualmente à mesa. Gozava daqueles poucos minutos livres que tinha para se alimentar na manhã já estranhamente quente naquele horário. Não completamente: havia sido treinado para antecipar os momentos de stress e responsabilidades, homogêneos, invasores daqueles minutinhos de paz.
Os ombros já curvavam para frente, exaustos, só de pensar em salvações mirabolantes. Havia algumas responsabilidades infantis em jogo. E que deveriam entrar em cena, de qualquer jeito.

Eis que aquele homem, logo após receber uma xícara de café de uma amiga de trabalho, se depara, ao abrir seu jornal, um artigo sobre "Ser dono de seu próprio destino". A vítima não existia, segundo ele, pois é o próprio ser que se coloca nessa posição. Mas ele não teve tempo de refletir pois, naquele exato momento, faltando muito para terminar de ler o trecho, entra no ambiente,  inusitado, uma criança do local.
Elas sabem que devem ficar num determinado lugar a espera de professores para guia-las às respectivas atividades.
Essa criança, talvez por ter sido cativada, ou  ser cativante, se dirigiu ao homem afim de contar algo. Para cruzar o enorme corredor, só poderia ser alguma coisa que parece não se encaixar no mundo pequenino que hoje é comum ter a pré-disposição de ser mesquinho: "ele ou ela me bateu!; ele/ela disse isso ou fez aquilo". Coisas do tipo,sabe?
 O homem recebeu-a com um olhar curioso e ao mesmo tempo severo.Ela veio, meio sem graça, eufórica, daquele jeito de menina da infância e, estranhamente, perguntou:

"- Tio, olhando para mim, você saberia dizer se aconteceu algo de ruim comigo?"

Era um desafio e tanto para ele, que tinha sido recebido com os movimentos certos em sua direção e descompassados quando perguntaram. Cerrou bem os olhos, fazendo graça, analisou por um instante e fez um  longo "huumm" enquanto tentava refletir sobre o que acabara de ouvir.

"- É uma pergunta curiosa nesta hora do dia, mocinha. Olhando para você, me parece a senhorita  está muito bem."

A pergunta era misteriosa. Ele se incomodou profundamente com isso. Mas sabia que em segundos descobriria a verdade:

"- Você está inteira, creio eu. O que poderia ter acontecido com você?"

"-Não, tio. Não foi comigo."

O pensamento do moço voou veloz para alguém da família dela. Alguma discussão, ou acidente. Mas era tão obvio, que o homem foi incapaz de pensar que a criança teria de relatar e lidar com isso. A amiga de todos:

"- Meu cachorro, tio..."- As lágrimas surgem feito mágica de uma criatura maldosa-"...Ele morreu!"

Ali, na frente do homem, havia uma criança desolada. Precisava de um abraço. Precisava entender e lidar com isso. Não achava justo acontecer bem embaixo do teto dela. Não há nada mais triste do que lágrimas de um pequeno rosto precisando de afeto e explicações simples, tão mágicas quanto a natureza colorida de alegrias de qualquer criança.
O homem, mais tarde, reconhecera que naquele momento não enxergou o invisível. Olhos apressados e o seu nariz com medo de respirar os minutos divinos da vida não permitiram que ele enxergasse com outros olhos. Se arrependera de ter lançado o olhar severo de outrora. Mas naquele momento, ele foi atingido em cheio por uma força que cessou o stress, matando-o. Aniquilou tudo, inclusive o homem. Abriu um canal que forçava a liberta-lo do que angustiava. Da sensação de impotência. Tão atordoante o golpe que não sabia se tinha abraçado a menina pelo impacto gigantesco e, desesperado, suplicava  não colar o corpo no chão, ou se não tinha coragem de encarar aquele rosto que sofria, e vendo sofrer, abraçaria, tendo a plena certeza que assim absorveria a dor e sofreria bem mais. E ele sofreu.

Ele, chorando sem fazer barulho, manteve-se muito mais homem. Um gigante divino tomou suas palavras e lançou, calmamente, baixo, uma verdade que carrega no peito para suportar as mortes. TODAS! Enquanto a suas lágrimas jorravam o mais sincero pensamento de um passado semelhante, o som da voz era direto, reto e suave.

O conselho, de algum modo ,tranquilizou o coração da menina. Mas não para sempre. Por isso que existe o Deus do Tempo. Ele sabe lidar melhor do que ninguém com o coração dos homens.
Ela se virou e retornou ao corredor, agradecida. E o homem, encarou fixo o jornal. O café. Não era mais um homem. Era uma criança triste. Abraçada em si própria, tentando resgatar as experiencias que aprendeu no futuro. Perdeu tanta coisa. A morte, seja fosse qual fosse sua fantasia, sempre levava embora. Ali se via chorando por qualquer coisa, inocente, ingenuo, porém REAL! VERDADEIRO!
Encarava as paredes brancas e refletia a o que o mundo fez com ele.
Levantou, e pegou a passagem do corredor. Cada passo era uma lembrança de uma perda. De uma lágrima que não sabia lidar, conter. E que hoje parece entender como funcionava, mas com vergonha de ter se tornado o que se tornou: desumano por não ser mais assim.

...Até que parou, e refletiu que ainda era capaz de chorar por coisas simples.
Ao fim do corredor, era novamente um homem, iniciando seu dia.