É minha, claro!
Calma. (Vou tentar) explicar melhor...
Creio que neste exato momento, estou em minhas perfeitas faculdades mentais. Porém como não sei até quando isso será possível, é melhor eu já ir adiantando esse texto e colocar tudo nele.
Chegou a hora de assumir as merdas que penso, falo e faço. Assumir a culpa de uma vez por todas. Parar de criar situações utópicas ao nível extremo da fantasia que jamais acontecerá. Me refiro a colocar minha vida nas mãos de personagens perfeitos na visão fictícia.
Fizemos de Deus um ser tão perfeito quanto os príncipes da Disney ou dos Cinquenta tons de Cinza. E não importa se trata de literatura religiosa, infantil ou adulta: são perfeitos demais a ponto de fazermos sonhar. Isso também acontece com as Deusas esquecidas e suas familiaridades com as mulheres de Outdoors e Hollywood, visíveis e imagináveis hoje graças ao Photoshop.
Buscamos a Verdade, a beleza, o real montando mentiras e mais mentiras. Jamais chegaremos a produzir o que é verdadeiro porque nem conhecemos a Verdade. Pensamos saber, somos hipócritas em afirmar que sabemos de tudo, pois Deus e os Orixás estão conosco... Mas jamais assumimos a merda que fazemos. Jamais.
A culpa é sempre de outra pessoa, outro ser. Nunca nossa. Incrível! E achamos que temos explicação para tudo. Basta colocar o que não conseguimos compreender no "sobrenatural inalcançável" e pronto: parece que tudo faz sentido, é bonito e não temos como mudar. Essa é, sem dúvida, a máxima da auto-sabotagem primordial!!!
A dor é culpa dos outros. As doenças são coisas permitidas por Deus e seus métodos pedagógicos de ensino. A guerra também.
O tempo se tornou mais importante que o espírito. E, através dele (do tempo), foi criado um sistema onde a alma custa um preço exorbitante, pois temos pouco tempo, e ansiamos pagar qualquer preço pra salvarmos nossa alma.
Fala sério, precisamos parar com essa merda. Agora, já!
Você, que está lendo esse Blog: por que lê?
Acha que eu escrevo bem? (er..obrigado! rs)
Acha que eu escrevo merdas & groselhas? (er...obrigado, de certa forma!)
Ou está aqui porque há uma voz, dentro de você (que você pode chamar do que quiser) que te cutuca a buscar algo...?
Esse algo pode ser uma pista...
Uma direção...
Uma resposta...
Um valor do seu "precioso" tempo que se esgota...?
Fale a verdade (mas só para si); reflita: O que você veio procurar aqui, nesta página?
Um mero passatempo? Procurar saber se sou louco? Quantos erros de português eu cometo por linhas? Ou porque você sente que algo te faz andar em círculos? Procura saber se penso igual a ti ou semelhante? E que não está sozinho, mesmo sendo muitos e muito somos individualistas?
Já sentiu que uma ou duas coisas foram ocultadas de você? Ou que tudo que lhe acontece você aceita com uma falsa sabedoria de que "tudo faz parte e está perfeitamente em seu lugar"?
Então, tudo é merecido e aceitável, já que tem culpa de tudo, correto?
Não.
Vamos separar a palavra "castigo" e "consequência".
Os deuses mais antigos castigavam os humanos que iam contra seus ensinamentos. Entretanto devemos lembrar que foram os próprios humanos que, através dos mitos, criaram no cérebro humano e limitado, o verbo de que os deuses são capazes de castigar.
O HOMEM ESTÁ ACIMA DE DEUS!
Afirmo com toda a certeza, a essa altura!
Pois só o Homem controla o tempo de outro homem...
...O dinheiro de outro homem...
...O ensinamento de outro homem...
...É capaz de criar doenças que controlam a taxa de mortalidade...
...Estuda a capacidade de controlar a natalidade...
... E é nefastamente (?) capaz de fazer com que a humanidade seja capaz de andar em cima de uma risca de giz, se assim for da vontade de quem a desenhou.
Nos foi escondido coisas que deveríamos saber, como um pai de todos que decide se o filho está no momento certo ou não de aprender algo além.
DEUS JAMAIS FARIA ISSO CONOSCO! E parece que agora fomos criados a se manter violentamente pacíficos, ou pacificamente violentos dentro de nossa gaiola chamada Vida.
Inclusive, nesta parte da prisão, acontece algo engraçado: "destruindo" nossa "prisão", a deixamos mais forte, selando nossa alma, nosso espírito em algo decadente por natureza. Com cigarros e bebidas, nos transformamos em decadentes a cada segundo.
------------------------------
Há quem vai ler esse texto e me classificará como hipócrita: não estará errado totalmente. E há os bem-aventurados que afirmarão com exímia certeza de que, agora sim, enlouqueci de vez: creio que estarão certos apenas 1/3.
Estou pra conhecer alguém que controla a sua própria vida ao seu bel prazer, que passa por cima dos aborrecimentos, que não adoece, que não prejudica e não deseja mal a ninguém. Que vive dessa forma e tem plena consciência de que está vivendo uma verdade: A Verdadeira Vida. Que não sente nenhuma desconfiança de que não há nada fora do lugar. De que não enxergamos sombras ou projeções irreais. Que reconhece todas as cores e formas da natureza.
Por ora, vou aceitando valores invertidos, brigas, roubos de tempo e vida, injustiças, falta de reconhecimento, personagens utópicos e todas essas dilacerações. É que fui criado a aceitar estupros contra mim, sem gritar. E a culpa é minha.
E você: tem culpa?
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
domingo, 21 de julho de 2013
Existência Incômoda com a Existência
O meu lugar é... Não é.
Não me sinto útil num momento tão delicado como este.
É só encontrar uma fresta e pronto: estou nela. Daí fica fácil superar ou esquecer momentaneamente os mais diversos problemas.
Está certo isso? eu não deveria sofrer mais do que já estou sofrendo?
Será que me trará mais foco? Até onde sou culpado em burlar alguns sentimentos com tantas coisas lícitas e ilícitas?
Estou num lugar, e já quero sair dele. Vou para um outro, e desejo voltar pro primeiro. O terceiro existe, busco, e acabo achando uma bosta, maldizendo até o 4°, que nem sequer apareceu.
O tédio e a velocidade da boa vontade me irrita. Velozes feito tartarugas.
Vejo humanos, mas não vejo humanidade.
E o produto da moda é a tal da "fé"... Não sei do que ela é feita, nem sei como obtê-la. Mas todos dizem dela como se fosse uma amiga íntima que já salvou milhões. Eu não suporto mais ouvir isso. Ou aquilo. As vezes dá a impressão de que, se caso eu não acreditar, serei sentenciado com uma perda. Me vendem a crença de que tem alguém que salva, alivia, atende, ouve, vê...
Olho, quero abraçar e quase o abraço não sai. Nunca tive problemas de me expressar, por que agora surge as dificuldades?
Porque não consigo dizer"eu te amo" como eu conseguia sinceramente a 25 anos atrás? Não quero soar automático, feito um robô? Ou feito como algo sem valor, que existe nas ruas hoje em dia?
Eu me auto sufoco, com pensamentos que me empurram para baixo. Impotência, é o que eu sinto. Vontade de correr e não existir, ou se extinguir com o vento. Incomodado com a própria respiração, pequenos atos que me tragam ligeiras alegrais, numa depressão pior ainda horas depois?
As paredes dentro de mim estão cansadas de tremer pelos meus gritos de covardia. De não ter o poder de fazer o que já deveria ter sido feito. Ora, vamos: estamos falando de uma vida, porra!
Por outro lado, eu vejo um amor que eu nunca vi. Eu vejo rostos que mal vi chorar. Eu vejo vidas que fizeram um acordo de estarem juntos na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, e cumprem com maestria, sem nenhuma traição! Atitude rara hoje em dia, enquanto respiramos...
Deixo de fazer algo, e esse algo vem de um outro lado, de uma outra direção, quase me dizendo que não tem como eu escapar ou me isolar. Que de um jeito ou de outro eu preciso fazer algo de bom ou de ruim. Só não to vendo valor nas minhas mais honestas tentativas de ser útil.
No momento, não há momento. O gosto amargo de eu estar vem na boca. Nada me anima. Abro mãos de sonhos pra nada.
Se tudo, de uma certa forma, está programado, e não consigo fugir da teia, então temo o futuro que me aguarda em marolas de um mar inconstante.
Não me sinto útil num momento tão delicado como este.
É só encontrar uma fresta e pronto: estou nela. Daí fica fácil superar ou esquecer momentaneamente os mais diversos problemas.
Está certo isso? eu não deveria sofrer mais do que já estou sofrendo?
Será que me trará mais foco? Até onde sou culpado em burlar alguns sentimentos com tantas coisas lícitas e ilícitas?
Estou num lugar, e já quero sair dele. Vou para um outro, e desejo voltar pro primeiro. O terceiro existe, busco, e acabo achando uma bosta, maldizendo até o 4°, que nem sequer apareceu.
O tédio e a velocidade da boa vontade me irrita. Velozes feito tartarugas.
Vejo humanos, mas não vejo humanidade.
E o produto da moda é a tal da "fé"... Não sei do que ela é feita, nem sei como obtê-la. Mas todos dizem dela como se fosse uma amiga íntima que já salvou milhões. Eu não suporto mais ouvir isso. Ou aquilo. As vezes dá a impressão de que, se caso eu não acreditar, serei sentenciado com uma perda. Me vendem a crença de que tem alguém que salva, alivia, atende, ouve, vê...
Olho, quero abraçar e quase o abraço não sai. Nunca tive problemas de me expressar, por que agora surge as dificuldades?
Porque não consigo dizer"eu te amo" como eu conseguia sinceramente a 25 anos atrás? Não quero soar automático, feito um robô? Ou feito como algo sem valor, que existe nas ruas hoje em dia?
Eu me auto sufoco, com pensamentos que me empurram para baixo. Impotência, é o que eu sinto. Vontade de correr e não existir, ou se extinguir com o vento. Incomodado com a própria respiração, pequenos atos que me tragam ligeiras alegrais, numa depressão pior ainda horas depois?
As paredes dentro de mim estão cansadas de tremer pelos meus gritos de covardia. De não ter o poder de fazer o que já deveria ter sido feito. Ora, vamos: estamos falando de uma vida, porra!
Por outro lado, eu vejo um amor que eu nunca vi. Eu vejo rostos que mal vi chorar. Eu vejo vidas que fizeram um acordo de estarem juntos na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, e cumprem com maestria, sem nenhuma traição! Atitude rara hoje em dia, enquanto respiramos...
Deixo de fazer algo, e esse algo vem de um outro lado, de uma outra direção, quase me dizendo que não tem como eu escapar ou me isolar. Que de um jeito ou de outro eu preciso fazer algo de bom ou de ruim. Só não to vendo valor nas minhas mais honestas tentativas de ser útil.
No momento, não há momento. O gosto amargo de eu estar vem na boca. Nada me anima. Abro mãos de sonhos pra nada.
Se tudo, de uma certa forma, está programado, e não consigo fugir da teia, então temo o futuro que me aguarda em marolas de um mar inconstante.
segunda-feira, 15 de julho de 2013
Laços Encharcados & O Valor do Ar
Um lado eu vivencio teoricamente uma fantasia. Teórica porque de fato ela não existe. É apocalíptica demais para a atual realidade. Mas nela eu vejo claramente cidades devastadas, casas abandonadas e pessoas lutando pela vida, nem que pra isso a leve a matar outras pessoas. Talvez, matando-as, tragam mais 5 minutos de vida ou quem sabe uma semana.
Do outro lado, vivencio o que todos os meios de comunicação me dizem sobre o que é a Verdade. E estou nela. Nesta, fui a principio criado a não ser muito otimista e não dar valor a vida. A lamentação foi uma das armas mais usadas. Mas agora abre-se uma clara missão de que chegou a hora de eu provar que a vida tem valor. Eu preciso provar pra uma pessoa específica o valor da luta pelo ar que respiramos. Pelos minutos e segundos que estamos aqui, e que não é em vão. É um jogo confuso, porque talvez eu ainda não tenha aprendido, e enquanto divago, segundos são perdidos e jamais recuperados. Confuso porque a minha descrença não salvará ninguém. Confuso porque devo desfazer a crença da desvalorização das batidas do coração. Uma vida depende disso.
E boa parte do meu mundo secreto começou a se abalar. E agora ele ameaça desabar, pra sempre...
Insônia. Ainda não entendi as regras do jogo. E essa missão me tira o sono. Deixa-me com os olhos pesados, ardidos como se houvesse chorado 45 anos. Me sinto que saí de casa, ainda pequeno, em busca de um grande tesouro, que fosse lendário, e que traria paz para meu povo, meu vilarejo, minha casa, minha família. Sai e parece que nada achei. Os laços que estavam amarrados em mim fui perdendo no meio da aventura. Ora ficava enroscado em galhos; outros simplesmente rasgavam. Caminhei tanto, que acabei cansando e comecei a andar sem rumo. Já havia desistido de procurar. Só quem olha de cima sabe o quanto me esforcei, mas também sabe o quão insignificante foi a distancia percorrida antes e durante a desilusão de procura.
No dia da partida, lembro-me de ter ficado indignado com as palavras que eu ouvi sobre a vida não fazer sentido. Achei uma besteira sem tamanho. E na viagem, já nem podendo mais voltar (e não desejava isso), eu ia cada vez mais em frente e cada vez mais aceitando de bom grado as palavras que outrora não fazia sentido para o coração desbravador que saíra de seu vilarejo. Me tornei como o povo do meu vilarejo. Um "inconsciente respirador".
Não que não se esforçavam para entender cada inscrição antiga nas paredes de nossos limites territoriais. Mas as diversas interpretações os cansavam a cada dia...
Pergunto as vezes, só por perguntar, se dentro de outras casas, em vários lugares que passo, é assim.
Sei que nunca dizem a verdade. Pois podem ocultar verdades ainda mais sombrias ...
Me sinto um quebra-cabeças, com algumas peças faltando nas 4 pontas e uma no centro, mais precisamente do lado esquerdo da minha própria imagem pintada.
Essa peça, dentro dela, está a resposta, a escrita, o modus - operandi de como ser bem sucedido na missão. Como resgatar aquilo que foi perdido. Porque nossos tesouros podem ser vários. E parece que só damos conta deles quando os perdemos.
Se o por do sol existe, ele me traz uma canção triste e profunda. sua luz que gira amarelo,laranja e vermelho me traz uma solidão como num mundo onde me mato pra me manter vivo.
Se a chuva cai,o céu cinza é o imperador que diz que a Esperança está longe de ser resgatada. A água gelada proveniente da chuva e o vento forte são, se num mundo perfeito, o que traz a vida, no meu podem trazer a desistência por serem nocivos à saúde. São os dois ladrões e detentores da Esperança. Entretanto tudo depende de como se encara, como se interpreta, e como caminha adiante...
Alcançando estes, por exemplo, tudo torna amigável, e os dois conceberão o prêmio que guardaram...
Sinto que minha casa está vazia. Dentro e fora.
Que as coisas ficarão estáticas com o tempo. Cheirarão ruim pela casa trancada.
Que o tempo vai parar. Não terá tanto movimento. Bem, ela também precisa de um tempo sem mim, e de minhas maluquices.
Reconheci, em minhas andanças lá fora, uma habilidade muito importante para se manter de pé. Escapar dos perigos. Revitalizar a energia perdida. Necessito disso agora. Até o dia que partirei, juntarei essa energia.
Coletarei no mais carinhoso movimento. Colecionei vários até hoje e creio, se não fosse por eles, eu ja estaria morto.
O Abraço...
É algo que o ser humano pode fazer quase sem nenhum esforço. Nesse momento, preciso de muitos mais do que nunca. Muitos, pois não posso sobrecarregar quem já está me dando sem nada em troca.
Quando é demasiado bom, as lágrimas correm para fortalecer aquela energia e gesto.
Os que não puderem dar, sinto revelar que irei roubar. Desculpem, mas não é pra mim, em termos.
Eu preciso juntar toda a força deles num só lugar. Preciso espalhar logo após por todo meu corpo. Preciso fazer com que emane pelos meus poros e faça meus olhos brilhar de uma forma incandescente.
Uma vida depende disso.
Eu terei de ser uma das veias ligadas ao coração.
Eu terei de estar presente como o ar.
Eu preciso ser a água escondida num poço no Deserto.
Acima de tudo, eu preciso provar que a luta pela vida vale a pena.
Com todos esses abraços que recebi até hoje, cheguei onde estou.
Mas agora é hora de transferir para quem precisa.
Serei o mediador. Manter de pé minha alegria. Minha minúscula crença.
E fazer disso tudo a cura.
Todos os meus amigos, meus sinceros Obrigado.
Sei que não estou longe. E gabo em me dizer que, onde quer que eu vá, estarei bem acompanhado por vocês. Obrigado pelo carinho e pela força que me dão diariamente, seja os conselhos, os tapas na cara, ou as horas desperdiçadas com a mais simples felicidade de sermos amigos...
Agora preciso arrumar as coisas e partir. Enxugar os laços. Respirar fundo esse ar. Raciocinar focando a vitória. Colocar todos os abraços dentro da minha caixa e salvar... Salvar entre pessoas e laços, a crença de que a vida tem valor.
O ladrão de Abraços
Do outro lado, vivencio o que todos os meios de comunicação me dizem sobre o que é a Verdade. E estou nela. Nesta, fui a principio criado a não ser muito otimista e não dar valor a vida. A lamentação foi uma das armas mais usadas. Mas agora abre-se uma clara missão de que chegou a hora de eu provar que a vida tem valor. Eu preciso provar pra uma pessoa específica o valor da luta pelo ar que respiramos. Pelos minutos e segundos que estamos aqui, e que não é em vão. É um jogo confuso, porque talvez eu ainda não tenha aprendido, e enquanto divago, segundos são perdidos e jamais recuperados. Confuso porque a minha descrença não salvará ninguém. Confuso porque devo desfazer a crença da desvalorização das batidas do coração. Uma vida depende disso.
E boa parte do meu mundo secreto começou a se abalar. E agora ele ameaça desabar, pra sempre...
Insônia. Ainda não entendi as regras do jogo. E essa missão me tira o sono. Deixa-me com os olhos pesados, ardidos como se houvesse chorado 45 anos. Me sinto que saí de casa, ainda pequeno, em busca de um grande tesouro, que fosse lendário, e que traria paz para meu povo, meu vilarejo, minha casa, minha família. Sai e parece que nada achei. Os laços que estavam amarrados em mim fui perdendo no meio da aventura. Ora ficava enroscado em galhos; outros simplesmente rasgavam. Caminhei tanto, que acabei cansando e comecei a andar sem rumo. Já havia desistido de procurar. Só quem olha de cima sabe o quanto me esforcei, mas também sabe o quão insignificante foi a distancia percorrida antes e durante a desilusão de procura.
No dia da partida, lembro-me de ter ficado indignado com as palavras que eu ouvi sobre a vida não fazer sentido. Achei uma besteira sem tamanho. E na viagem, já nem podendo mais voltar (e não desejava isso), eu ia cada vez mais em frente e cada vez mais aceitando de bom grado as palavras que outrora não fazia sentido para o coração desbravador que saíra de seu vilarejo. Me tornei como o povo do meu vilarejo. Um "inconsciente respirador".
Não que não se esforçavam para entender cada inscrição antiga nas paredes de nossos limites territoriais. Mas as diversas interpretações os cansavam a cada dia...
Pergunto as vezes, só por perguntar, se dentro de outras casas, em vários lugares que passo, é assim.
Sei que nunca dizem a verdade. Pois podem ocultar verdades ainda mais sombrias ...
Me sinto um quebra-cabeças, com algumas peças faltando nas 4 pontas e uma no centro, mais precisamente do lado esquerdo da minha própria imagem pintada.
Essa peça, dentro dela, está a resposta, a escrita, o modus - operandi de como ser bem sucedido na missão. Como resgatar aquilo que foi perdido. Porque nossos tesouros podem ser vários. E parece que só damos conta deles quando os perdemos.
Se o por do sol existe, ele me traz uma canção triste e profunda. sua luz que gira amarelo,laranja e vermelho me traz uma solidão como num mundo onde me mato pra me manter vivo.
Se a chuva cai,o céu cinza é o imperador que diz que a Esperança está longe de ser resgatada. A água gelada proveniente da chuva e o vento forte são, se num mundo perfeito, o que traz a vida, no meu podem trazer a desistência por serem nocivos à saúde. São os dois ladrões e detentores da Esperança. Entretanto tudo depende de como se encara, como se interpreta, e como caminha adiante...
Alcançando estes, por exemplo, tudo torna amigável, e os dois conceberão o prêmio que guardaram...
Sinto que minha casa está vazia. Dentro e fora.
Que as coisas ficarão estáticas com o tempo. Cheirarão ruim pela casa trancada.
Que o tempo vai parar. Não terá tanto movimento. Bem, ela também precisa de um tempo sem mim, e de minhas maluquices.
Reconheci, em minhas andanças lá fora, uma habilidade muito importante para se manter de pé. Escapar dos perigos. Revitalizar a energia perdida. Necessito disso agora. Até o dia que partirei, juntarei essa energia.
Coletarei no mais carinhoso movimento. Colecionei vários até hoje e creio, se não fosse por eles, eu ja estaria morto.
O Abraço...
É algo que o ser humano pode fazer quase sem nenhum esforço. Nesse momento, preciso de muitos mais do que nunca. Muitos, pois não posso sobrecarregar quem já está me dando sem nada em troca.
Quando é demasiado bom, as lágrimas correm para fortalecer aquela energia e gesto.
Os que não puderem dar, sinto revelar que irei roubar. Desculpem, mas não é pra mim, em termos.
Eu preciso juntar toda a força deles num só lugar. Preciso espalhar logo após por todo meu corpo. Preciso fazer com que emane pelos meus poros e faça meus olhos brilhar de uma forma incandescente.
Uma vida depende disso.
Eu terei de ser uma das veias ligadas ao coração.
Eu terei de estar presente como o ar.
Eu preciso ser a água escondida num poço no Deserto.
Acima de tudo, eu preciso provar que a luta pela vida vale a pena.
Com todos esses abraços que recebi até hoje, cheguei onde estou.
Mas agora é hora de transferir para quem precisa.
Serei o mediador. Manter de pé minha alegria. Minha minúscula crença.
E fazer disso tudo a cura.
Todos os meus amigos, meus sinceros Obrigado.
Sei que não estou longe. E gabo em me dizer que, onde quer que eu vá, estarei bem acompanhado por vocês. Obrigado pelo carinho e pela força que me dão diariamente, seja os conselhos, os tapas na cara, ou as horas desperdiçadas com a mais simples felicidade de sermos amigos...
Agora preciso arrumar as coisas e partir. Enxugar os laços. Respirar fundo esse ar. Raciocinar focando a vitória. Colocar todos os abraços dentro da minha caixa e salvar... Salvar entre pessoas e laços, a crença de que a vida tem valor.
O ladrão de Abraços
sábado, 6 de julho de 2013
Brenda
Estranho. Ainda não acordei.
Não lembro-me de ter tomado nenhuma birita ontem a noite. Mas a sensação é de uma declarada ressaca, onde me encontro, neste exato momento, com dor de cabeça.
Lembro-me apenas de meu corpo produzir uma substância, ao longo do dia, e eu tomar aos poucos, em doses regulares.
...
Ah, sim, e ter virado tudo à noite, numa explosão impetuosa de certas coisas que deveria fazer. Após isso, lembro-me de ter voltado ao estado inicial, mas com algumas lembranças que me chateavam.
Me distrai como pude, e dentro de mim, algo estava sendo ainda produzido, em silêncio.
Tinha aparência real.
Personalidade.
Movimentos próprios...
...e por fim, nome.
Nunca a vi na vida.
Veio abalar o meu coração, numa noite de 12 horas...
Numa confusão onírica, embora me encontrasse dormindo, misturou as cenas do que vi ao longo do dia. Lugares que frequento ou frequentei. Ela estava lá; apareceu. Não sabia de onde tinha vindo. Mas sua personalidade forte logo de começo me chamou a atenção.
O que geralmente acontece com os outros começava a acontecer comigo. E minhas paredes sumiam interessadas na suposta armadilha...
Seu rosto, cabelo, corpo, e o sorriso, revelado no fim, era um grande conjunto de pequenas peças pregadas com o intuito de adentrar em minha vazia caixa toráxica, que não bate nessa sintonia já faz um tempo. E olha só, que novidade: desta vez, não trazia em sua bagagem nenhuma semelhança do que eu já cheguei a gostar...
Era nova,entretanto, nem tanto. Vacilava em uma ou duas frases, embora seu império interior possuía um semblante das muralhas mais altas e sólidas. Mas já admirei inúmeras de longe; pensava assim e, logo que me aproximava, percebia que eram feitas de papel machê.
Essa, como ser humano, não era diferente...
Nosso definitivo encontro teve de esperar, por conta de uma confusão mundial que veio como um conflito em nosso enredo. Claro, tinha de ser no nível baseado no que vi no mundo real, pertencendo a mais um mundo imaginário, que por loucura muitos desejam, e eu simplesmente temo que isso ocorra.
O tempo foi rápido em cuidar dos detalhes da vitória, e tão logo me encontrei com ela novamente. Acho que agora sim, conheceria aquilo que eu estava disposto a viver novamente...
Mas...
Uma outra pessoa entrou na mistura...Disposta a lutar pelo que acreditava. E me encontrei dividido.
O Medo e Sentimentos tomam formas infinitas dentro do Mundo Amplo da Madrugada. Controlam corpo e imagens feito marionetes. E não tem dó da sanidade mental de seu Sonhador...
Por fim, tudo isso acaba com uma cena que reflete algumas culpas e alguns ressentimentos, que desencadeou o ápice do dia anterior. Eu a escolhi, e fazendo isso, deu a entender que estava dando uma nova chance. Para mim. Para nós.
O despertar trouxe consigo a ressaca. Agora sim, me lembro. Ontem a noite eu produzi meio litro de veneno e ingeri ao longo do dia e, a noite, tomei tudo o que restou num só gole.
Não era à toa que me encontro desse jeito. Mas tudo que aumenta no mundo dos sonhos, perde sua força se voltar para ele.
Por ora deixarei você lá novamente. Me perdoe, meu mais novo amor: não é nada pessoal.
Posso até dizer que, se não fosse por você, duvidaria que existe uma fagulha que poderá acender mais adiante. Obrigado, de alguma forma. Mas suas coincidências no mundo real não me assustam por enquanto.
Agora, Adeus.
Não lembro-me de ter tomado nenhuma birita ontem a noite. Mas a sensação é de uma declarada ressaca, onde me encontro, neste exato momento, com dor de cabeça.
Lembro-me apenas de meu corpo produzir uma substância, ao longo do dia, e eu tomar aos poucos, em doses regulares.
...
Ah, sim, e ter virado tudo à noite, numa explosão impetuosa de certas coisas que deveria fazer. Após isso, lembro-me de ter voltado ao estado inicial, mas com algumas lembranças que me chateavam.
Me distrai como pude, e dentro de mim, algo estava sendo ainda produzido, em silêncio.
Tinha aparência real.
Personalidade.
Movimentos próprios...
...e por fim, nome.
Nunca a vi na vida.
Veio abalar o meu coração, numa noite de 12 horas...
Numa confusão onírica, embora me encontrasse dormindo, misturou as cenas do que vi ao longo do dia. Lugares que frequento ou frequentei. Ela estava lá; apareceu. Não sabia de onde tinha vindo. Mas sua personalidade forte logo de começo me chamou a atenção.
O que geralmente acontece com os outros começava a acontecer comigo. E minhas paredes sumiam interessadas na suposta armadilha...
Seu rosto, cabelo, corpo, e o sorriso, revelado no fim, era um grande conjunto de pequenas peças pregadas com o intuito de adentrar em minha vazia caixa toráxica, que não bate nessa sintonia já faz um tempo. E olha só, que novidade: desta vez, não trazia em sua bagagem nenhuma semelhança do que eu já cheguei a gostar...
Era nova,entretanto, nem tanto. Vacilava em uma ou duas frases, embora seu império interior possuía um semblante das muralhas mais altas e sólidas. Mas já admirei inúmeras de longe; pensava assim e, logo que me aproximava, percebia que eram feitas de papel machê.
Essa, como ser humano, não era diferente...
Nosso definitivo encontro teve de esperar, por conta de uma confusão mundial que veio como um conflito em nosso enredo. Claro, tinha de ser no nível baseado no que vi no mundo real, pertencendo a mais um mundo imaginário, que por loucura muitos desejam, e eu simplesmente temo que isso ocorra.
O tempo foi rápido em cuidar dos detalhes da vitória, e tão logo me encontrei com ela novamente. Acho que agora sim, conheceria aquilo que eu estava disposto a viver novamente...
Mas...
Uma outra pessoa entrou na mistura...Disposta a lutar pelo que acreditava. E me encontrei dividido.
O Medo e Sentimentos tomam formas infinitas dentro do Mundo Amplo da Madrugada. Controlam corpo e imagens feito marionetes. E não tem dó da sanidade mental de seu Sonhador...
Por fim, tudo isso acaba com uma cena que reflete algumas culpas e alguns ressentimentos, que desencadeou o ápice do dia anterior. Eu a escolhi, e fazendo isso, deu a entender que estava dando uma nova chance. Para mim. Para nós.
O despertar trouxe consigo a ressaca. Agora sim, me lembro. Ontem a noite eu produzi meio litro de veneno e ingeri ao longo do dia e, a noite, tomei tudo o que restou num só gole.
Não era à toa que me encontro desse jeito. Mas tudo que aumenta no mundo dos sonhos, perde sua força se voltar para ele.
Por ora deixarei você lá novamente. Me perdoe, meu mais novo amor: não é nada pessoal.
Posso até dizer que, se não fosse por você, duvidaria que existe uma fagulha que poderá acender mais adiante. Obrigado, de alguma forma. Mas suas coincidências no mundo real não me assustam por enquanto.
Agora, Adeus.
domingo, 30 de junho de 2013
Uma Carta Inesperada
Sabe, eu admiro um certo lugar. Existe uma visão, dentre outras (e não sei dizer se são muitas) que me encanta e seduz. Não carrega nenhuma natureza pervertida ou sexual, muito pelo contrário: traz em si uma essência calma, mística e serena. Certas obras me fizeram lembrar que eu, quando era pequeno, ficava esperando essa visão aparecer para contemplar. Ficava horas e horas ali, admirando. Tentava não deixar escapar nenhum detalhe daquele mundo. As vezes sinto muita familiaridade com essa visão, esse lugar. Lá guarda-se muitos segredos e tesouros. É praticamente um reino, onde desejo incessantemente conhecer, sentir, tocar. Se pudesse, seria um dos guardiões dele, entretanto nem sou tão honrado assim.
Assim como uma garota bonita que minha infância sente receio de se aproximar e só fico distante admirando, minha relação com esse reino é igual.
Todos tem a sua hora para conhece-lo de fato.
Eu, impulsivo , tentei burlar minha chegada lá diversas vezes...sem êxito.
Onde eu moro, não é proibido, mas é loucura querer chegar neste lugar antes do chamado. Quebra algumas regras. E isso é visto com maus olhos.
Até um tempo atrás, tentei fazer uma nova viagem.
Só porque eu recebi uma notícia que eu não esperava...
Foi diagnosticada uma relação com nomes e listas de quem poderia ir pra lá...
E, numa lista onde dizia: "possíveis" pessoas, havia um nome que eu conhecia muito bem...
...Uma pessoa que eu amo...
Essa lista considera quem quer. Ela não é e nunca será definitiva, pois os reinos e os mundos se interligam através de ações e fatos. Parece que tudo é mutável e decidido dentro de curtos espaços de tempo.
Para que a viagem ocorra, e essa lista torne-se definitiva, exige-se uma série de ações (ou não) que fazem que se aproxime mais a partida. Mas ela age mais como se fosse uma notificação pelo correio, dizendo que o reino está de olho nessa ou naquela pessoa, para "convida-la" a fazer parte dele. "Convidada" porque o resultado final é mutável. Acho...
Porém, de novo, antes mesmo de recebe-la pelo correio, só do fato de desconfiar que a carta chegaria, lá vai o menino para o quintal fazer sua nova tentativa. Suas habilidades lhe fazem crer que desta vez a viagem será feita. Esse menino não poderia ser outra pessoa, senão eu.
As vezes que tentei não consegui e as vezes que pareciam que me chamavam, fui relutante.Não estava pronto. Sentia ter deixado uma ou duas coisas para trás, ou não estava trajado adequadamente para uma viagem tão longa e bonita.
O meu quintal estava bagunçado. Uma geringonça, similar a um foguete no maior estilo Steampunk, estava já apontado para o destino. Montei-o e acionei a alavanca. Não antes, é claro, de ajeitar os óculos para a ocasião. Até que desta vez eu até tinha mudado a cor deles: Apostando na hipótese de que, não sendo chamado, eu seria proibido de ver como era a viagem, os segredos e suas belezas, eu coloquei um óculos preto de aviador, que me deixava cego e mal enxergaria minhas atitudes ou até mesmo os detalhes do passeio. Ele também não deixaria nem sentir o vento e a velocidade que eu partiria...
O mais importante era tentar entender o que passava pela minha cabeça naquela hora:
"inveja"?, "desespero"?, "medo e covardia"?...
Não sabia. Não entendia. Eu sou um menino. Não entendo essas coisas...
O lançamento foi feito. E quem via de fora, avistava a sombra de um arteiro em cima de um foguete, que lançava fumaça e via que, desta vez, aquela criança da vizinhança chegaria ao seu destino.
Foi então que eu, sem ver nada e sentir nada, percebi que o que eu queria e estava fazendo era loucura. Não valeria a pena. E mais : se eu fosse, eu deixaria algo pra trás:
A chance de salvar. Ou me despedir.
Desejei que a máquina desse um pane nas alturas, e prontamente fui atendido, aterrissando numa queda que terminou numa forte pancada no chão e fui arremessado, com diversas cambalhotas, até parar, a muitos metros do meu quintal. Meu amigo, que cansara de ver minhas tentativas frustradas, estava estrategicamente parado, esperando eu cair dos céus, no resultado de mais uma falha minha. Até me admirou ele saber o local exato onde eu cairia, e me aguardava pacientemente, como sempre foi.
Ele não falou nada. Só me estendeu a mão. E abriu um leve sorriso. E me deu um tapa de leve na cabeça...
-------------------
Agradeci mentalmente o resultado desastroso da minha não viagem. O jeito era ficar. E só tomar uma atitude após a carta chegar.
Mas nunca deixei de admirar. Todo dia estava lá, ou pensando num jeito de ver o reino de perto, claro, sem forçar nenhuma natureza.
...E, dentro da infancia de um passado não tão distante, lembrava que me encontrava deitado, desde pequenininho, ali, no degrau, olhando. E alguém estava perto de mim, não admirando, mas ocupada em outras tarefas. Então eu alternava minha admiração entre o reino e o meu amor.
Os dias correram...
Até...
...O correio chegar com uma carta. Bem diferente das demais.
Eles mandaram uma carta estranha. Eles seguem uma ordem de envio. Entretanto o que chegou em casa foi uma carta avançada. Pulou alguns protocolos: O reino deixou claro que QUER MESMO quem ele escolheu.
A carta nos roubou alguns preparativos internos. No começo, ficamos sem reação. Mas isso, de alguma forma, nos fez pensar melhor no que fazer...
Posteriormente, parece que mandaram a carta errada. Bem, pelo menos na ordem. A outra chegou, depois de alguns dias. A que esperávamos,sem nenhum pedido de desculpas pelo erro deles sobre a ordem de notificações. Deixando de lado o que não nos convém, começamos a nos se concentrar no que iremos fazer daqui para frente...
----------------------
Agora, me encontro alerta. Bem sentido. Acordado, e meio triste.
Já buscamos informações de pessoas que receberam a carta mas protelaram sua viagem, fazendo acordos e tomando atitudes para que o reino espere um pouco mais.
E é nessas horas que eu não sei como agir. Não sei se antecipo minha raiva por algo que sempre admirei e nunca entendi sua forma de pensar, por ter observado minha casa de longe e ter apontado para alguém próximo a mim. Tenho medo de descobrir que seu brilho é feito dos brilhos de quem está aqui por ora, e não reconhecemos.
Sério, não haverá mais graça se isso acontecer.
Não quero não saber em que ponto estará, em que brilho se esconderá, caso a viagem seja realmente feita.
Não quero olhar para tudo e achar que tudo está me presenteando com o efeito dos mais bonitos tesouros.
Eu ainda preciso amadurecer. Eu não estou preparado para fazer novas tentativas e não receber uma bronca por estar bagunçando meu quintal com ideias malucas.
Não quero que me preguem uma peça. Não quero me sentir triste e feliz, mais do que já estou.
A confusão é demasiadamente expansiva. Minha felicidade e dor se espalha feito constelações num fundo negro que faz parte dos meus sentimentos obscuros que ainda não tomaram forma.
Talvez eu não possa conseguir odiar algo que sempre admirei.
E quero acreditar que o que vem de lá não é nada pessoal, pelas minhas tentativas de tentar chegar lá sem o convite.
Mas não deixarei que venha a próxima carta. Não por enquanto...
Não até eu me sentir maduro e crescido, pronto pra abandonar minhas bugigangas no quintal e seguir em frente...
Assim como uma garota bonita que minha infância sente receio de se aproximar e só fico distante admirando, minha relação com esse reino é igual.
Todos tem a sua hora para conhece-lo de fato.
Eu, impulsivo , tentei burlar minha chegada lá diversas vezes...sem êxito.
Onde eu moro, não é proibido, mas é loucura querer chegar neste lugar antes do chamado. Quebra algumas regras. E isso é visto com maus olhos.
Até um tempo atrás, tentei fazer uma nova viagem.
Só porque eu recebi uma notícia que eu não esperava...
Foi diagnosticada uma relação com nomes e listas de quem poderia ir pra lá...
E, numa lista onde dizia: "possíveis" pessoas, havia um nome que eu conhecia muito bem...
...Uma pessoa que eu amo...
Essa lista considera quem quer. Ela não é e nunca será definitiva, pois os reinos e os mundos se interligam através de ações e fatos. Parece que tudo é mutável e decidido dentro de curtos espaços de tempo.
Para que a viagem ocorra, e essa lista torne-se definitiva, exige-se uma série de ações (ou não) que fazem que se aproxime mais a partida. Mas ela age mais como se fosse uma notificação pelo correio, dizendo que o reino está de olho nessa ou naquela pessoa, para "convida-la" a fazer parte dele. "Convidada" porque o resultado final é mutável. Acho...
Porém, de novo, antes mesmo de recebe-la pelo correio, só do fato de desconfiar que a carta chegaria, lá vai o menino para o quintal fazer sua nova tentativa. Suas habilidades lhe fazem crer que desta vez a viagem será feita. Esse menino não poderia ser outra pessoa, senão eu.
As vezes que tentei não consegui e as vezes que pareciam que me chamavam, fui relutante.Não estava pronto. Sentia ter deixado uma ou duas coisas para trás, ou não estava trajado adequadamente para uma viagem tão longa e bonita.
O meu quintal estava bagunçado. Uma geringonça, similar a um foguete no maior estilo Steampunk, estava já apontado para o destino. Montei-o e acionei a alavanca. Não antes, é claro, de ajeitar os óculos para a ocasião. Até que desta vez eu até tinha mudado a cor deles: Apostando na hipótese de que, não sendo chamado, eu seria proibido de ver como era a viagem, os segredos e suas belezas, eu coloquei um óculos preto de aviador, que me deixava cego e mal enxergaria minhas atitudes ou até mesmo os detalhes do passeio. Ele também não deixaria nem sentir o vento e a velocidade que eu partiria...
O mais importante era tentar entender o que passava pela minha cabeça naquela hora:
"inveja"?, "desespero"?, "medo e covardia"?...
Não sabia. Não entendia. Eu sou um menino. Não entendo essas coisas...
O lançamento foi feito. E quem via de fora, avistava a sombra de um arteiro em cima de um foguete, que lançava fumaça e via que, desta vez, aquela criança da vizinhança chegaria ao seu destino.
Foi então que eu, sem ver nada e sentir nada, percebi que o que eu queria e estava fazendo era loucura. Não valeria a pena. E mais : se eu fosse, eu deixaria algo pra trás:
A chance de salvar. Ou me despedir.
Desejei que a máquina desse um pane nas alturas, e prontamente fui atendido, aterrissando numa queda que terminou numa forte pancada no chão e fui arremessado, com diversas cambalhotas, até parar, a muitos metros do meu quintal. Meu amigo, que cansara de ver minhas tentativas frustradas, estava estrategicamente parado, esperando eu cair dos céus, no resultado de mais uma falha minha. Até me admirou ele saber o local exato onde eu cairia, e me aguardava pacientemente, como sempre foi.
Ele não falou nada. Só me estendeu a mão. E abriu um leve sorriso. E me deu um tapa de leve na cabeça...
-------------------
Agradeci mentalmente o resultado desastroso da minha não viagem. O jeito era ficar. E só tomar uma atitude após a carta chegar.
Mas nunca deixei de admirar. Todo dia estava lá, ou pensando num jeito de ver o reino de perto, claro, sem forçar nenhuma natureza.
...E, dentro da infancia de um passado não tão distante, lembrava que me encontrava deitado, desde pequenininho, ali, no degrau, olhando. E alguém estava perto de mim, não admirando, mas ocupada em outras tarefas. Então eu alternava minha admiração entre o reino e o meu amor.
Os dias correram...
Até...
...O correio chegar com uma carta. Bem diferente das demais.
Eles mandaram uma carta estranha. Eles seguem uma ordem de envio. Entretanto o que chegou em casa foi uma carta avançada. Pulou alguns protocolos: O reino deixou claro que QUER MESMO quem ele escolheu.
A carta nos roubou alguns preparativos internos. No começo, ficamos sem reação. Mas isso, de alguma forma, nos fez pensar melhor no que fazer...
Posteriormente, parece que mandaram a carta errada. Bem, pelo menos na ordem. A outra chegou, depois de alguns dias. A que esperávamos,sem nenhum pedido de desculpas pelo erro deles sobre a ordem de notificações. Deixando de lado o que não nos convém, começamos a nos se concentrar no que iremos fazer daqui para frente...
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Agora, me encontro alerta. Bem sentido. Acordado, e meio triste.
Já buscamos informações de pessoas que receberam a carta mas protelaram sua viagem, fazendo acordos e tomando atitudes para que o reino espere um pouco mais.
E é nessas horas que eu não sei como agir. Não sei se antecipo minha raiva por algo que sempre admirei e nunca entendi sua forma de pensar, por ter observado minha casa de longe e ter apontado para alguém próximo a mim. Tenho medo de descobrir que seu brilho é feito dos brilhos de quem está aqui por ora, e não reconhecemos.
Sério, não haverá mais graça se isso acontecer.
Não quero não saber em que ponto estará, em que brilho se esconderá, caso a viagem seja realmente feita.
Não quero olhar para tudo e achar que tudo está me presenteando com o efeito dos mais bonitos tesouros.
Eu ainda preciso amadurecer. Eu não estou preparado para fazer novas tentativas e não receber uma bronca por estar bagunçando meu quintal com ideias malucas.
Não quero que me preguem uma peça. Não quero me sentir triste e feliz, mais do que já estou.
A confusão é demasiadamente expansiva. Minha felicidade e dor se espalha feito constelações num fundo negro que faz parte dos meus sentimentos obscuros que ainda não tomaram forma.
Talvez eu não possa conseguir odiar algo que sempre admirei.
E quero acreditar que o que vem de lá não é nada pessoal, pelas minhas tentativas de tentar chegar lá sem o convite.
Mas não deixarei que venha a próxima carta. Não por enquanto...
Não até eu me sentir maduro e crescido, pronto pra abandonar minhas bugigangas no quintal e seguir em frente...
segunda-feira, 20 de maio de 2013
Ai,ai, Eyes...
Essa demora realmente me incomoda. Mas ultimamente não vejo outra solução: prefiro não forçar nada. Esse texto não dependia apenas de uma mera inspiração. Ela tinha de ser um pouco mais verdadeira como de costume pra digerir e disseminar o assunto. De tão "simples e polêmico" que é, receio comenta-lo e logo mais se tornar obsoleto e ultrapassado. Não pela fama do Blog, mas como uma ferramenta de sobrevivência.
A pergunta é: Por onde eu andei?
Leitores, creio que além dessa, há uma outra pergunta: O que meus olhos viram?
E talvez verão o que eu vi, comentando sobre o que meus olhos nada viram...
Existe uma técnica importante para se viver melhor, assim como tantas outras que garantem um bem estar, ou uma vida regrada, longe de complicações que podem aparecer futuramente. Assim como tantas outras, é de difícil aplicação, dependendo de como vive ou "enxerga" as coisas.
E é a parte que deve ser treinada, na mais bonita coincidência e ironia: os olhos.
Para eu ser mais claro, a pergunta é para todos e para mim mesmo: Que olhos eu coloco nas coisas?
Pensar positivamente nunca foi muito o meu forte, mas sempre foi um dos jeitos de se viver bem. Se tornou mais difícil ao longo dos anos na Fantástica Linha Cronológica da Humanidade, por conta de diversos fatores desesperançosos e hediondos. Mas assim como um efeito Poltergeist, a manifestação só acontecerá se caso houver pelo menos UM ser humano ali, no local.
Mas pensar positivamente faz com que você atraia apenas (apenas?) uma boa vibração, boas energias e livrará a cara do cidadão em quase 50% ou mais de qualquer mal que te espera sentado, invisível, desde do beco mais escuro quanto a pequena brisa que se instalou na sala quando você abriu a porta ou deixou a janela aberta. A parte da porcentagem é mentira: mal sei a quantidade que pode salvar semanas a fio do ser vivo. Mas garanto que funciona.
Fora isso, tem a parte que usamos para captar os acontecimentos. Os 5 sentidos entram em ação e se a coisa tá feia, com muito custo acionamos o sexto. Mas como metaforicamente o mundo bota a culpa no coração quando falamos de amor, então vamos usar um bode expiatório (piada bem encaixada!) e jogaremos a responsabilidade nos Olhos para captar melhor a visão. Pra quem enxerga, será muito mais fácil entender. Pra quem não pode enxergar por algum motivo e está recebendo auxilio para esse texto, nem precisa muito: creio que vocês já sabem a forma certa de enxergar...
Para o especial viajante de um certo deserto ou para uma menininha chamada Pollyana, é uma das mais importantes bagagens, principalmente quando sai de um asteroide para conhecer os mundos quanto para sair de um orfanato que não te suporta mais. O manual diz claramente: "Se vai conhecer outros lugares, treine sua visão e interpretação."
Fácil? Nem um pouco.
Conheci uma vez uma pessoa que dizia que conseguia se expressar melhor escrevendo. Hoje eu entendo. Veja como é fácil encontrar livros didáticos porém dificil encontrar pessoas que consigam botar em prática à risca o que aprenderam neles. Veja quantos escrevem Blogs...rs Porém quantas pessoas estão em em paz...?
Tudo isso soa como bancar um palhaço, além do que o Brasileiro faz rotineiramente, todos os dias, no quesito "política". É mais delicado porque é algo mais profundo. E que, com sabedoria, resolveria também essa parte chata das leis nos fazerem de otários...
Acontece, na vida de cada um, pelo menos durante 24 horas, MUITAS coisas. E elas precisam do Ser em questão que até então assiste ou sente (cuidado: estamos ficando automáticos nisso!) pra serem melhor pensadas e interpretadas. Um povo não pensante é facilzinho de controlar, mas não é bem onde quero chegar. É preciso enxergar de uma forma diferente...
Reclamamos das coisas ruins automaticamente. Negamos uma parte ruim para o nosso orgulho, e que na Teoria do Plano Maior faz todo o sentido: "Existe um aprendizado nisso?"
Se Você, leitor, consegue chegar até aqui, pensando nessa frase, seja qual for sua crença, parabéns! Começou a tentar colocar outros olhos nas coisas.
Sim, lá fora tem pessoas perdidas (ou ruins, se preferirem), tem acontecimentos horríveis e tanta coisa que realmente desanima qualquer um. E colocar bons olhos nas coisas é extremamente cansativo. Parece que ninguém aprende com os erros: nem eu, nem você, e nem seu vizinho ,que parece ter uma gram bem verde no quintal dele.
A gente começa pelas coisas pequenas. Não é jamais pelas coisas grandes: o nível é astronomicamente mais avançado que nossa reles ignorância suporta. Não queira, logo de cara, achar que pode colocar bons olhos para com a morte de alguém que você gosta ou ama porque automaticamente, caso não esteja preparado, sua ira cairá diretamente em Deus. Mas daí também é ruim porque caso não acredite, a culpa cairá sobre quem?
Ironia profunda à parte, não faço o tipo religioso e acho que sou mais Iluminista do que outra coisa. Os rótulos modernos me chamam de Agnóstico e eu prefiro o meu nome mesmo. Mas qualquer que seja a crença do indivíduo, é preciso colocar outros olhos nas coisas.
Talvez, coisas boas e ruins aconteçam justamente porque ora colocamos, ora não. E cada momento cria, a partir da escolha de ter colocado ou não, dois acontecimentos paralelos. Mas apenas um vai cravar na nossa Realidade. A gente pode rir, ou pode chorar.
Muito complexo, muito complexo. Estamos fadados a um tempo muito curto chamado Momento. É nele que podemos dançar feito bobos ou clamar a vitória feito herói. Mas precisamos fazer. Agora.
Sim , essa última frase diz claramente que, NO MOMENTO, creio nisso. É algo não praticável em abundancia mas que se feito, não sairá de moda.
Estrelas, crianças, gestos e cores. A verdade é mutável e o segredo está ainda por trás dessa mutação.
Um par, ou um só, ou nenhum. Tanto faz. Muitas vezes, o que queremos enxergar não consigamos através dos próprios olhos.
Só se ve bem com o...
Opa! Você? De novo?
Tudo bem. Mas vai precisar de algumas coisas pra funcionar perfeitamente neste ponto...rs
Ah, sim. E quanto aos lugares que eu estive, nesse meio tempo?
Poderia dizer que vivi dias infernais, mas por que falaria assim?!
Não ficaria melhor dizer que passei os dias pendurando as roupas no varal de ponta-cabeça, andando no meio-fio da calçada, me equilibrando numa corda-bamba numa simples recreação infantil, atravessar as ruas sem olhar para os lados e com o som alto?!
A última parte também é mentira.
O resto tudo fiz, inclusive usar o pijama ao contrário.
Mas só porque o meu lado criança adora ganhar presentes...
A pergunta é: Por onde eu andei?
Leitores, creio que além dessa, há uma outra pergunta: O que meus olhos viram?
E talvez verão o que eu vi, comentando sobre o que meus olhos nada viram...
Existe uma técnica importante para se viver melhor, assim como tantas outras que garantem um bem estar, ou uma vida regrada, longe de complicações que podem aparecer futuramente. Assim como tantas outras, é de difícil aplicação, dependendo de como vive ou "enxerga" as coisas.
E é a parte que deve ser treinada, na mais bonita coincidência e ironia: os olhos.
Para eu ser mais claro, a pergunta é para todos e para mim mesmo: Que olhos eu coloco nas coisas?
Pensar positivamente nunca foi muito o meu forte, mas sempre foi um dos jeitos de se viver bem. Se tornou mais difícil ao longo dos anos na Fantástica Linha Cronológica da Humanidade, por conta de diversos fatores desesperançosos e hediondos. Mas assim como um efeito Poltergeist, a manifestação só acontecerá se caso houver pelo menos UM ser humano ali, no local.
Mas pensar positivamente faz com que você atraia apenas (apenas?) uma boa vibração, boas energias e livrará a cara do cidadão em quase 50% ou mais de qualquer mal que te espera sentado, invisível, desde do beco mais escuro quanto a pequena brisa que se instalou na sala quando você abriu a porta ou deixou a janela aberta. A parte da porcentagem é mentira: mal sei a quantidade que pode salvar semanas a fio do ser vivo. Mas garanto que funciona.
Fora isso, tem a parte que usamos para captar os acontecimentos. Os 5 sentidos entram em ação e se a coisa tá feia, com muito custo acionamos o sexto. Mas como metaforicamente o mundo bota a culpa no coração quando falamos de amor, então vamos usar um bode expiatório (piada bem encaixada!) e jogaremos a responsabilidade nos Olhos para captar melhor a visão. Pra quem enxerga, será muito mais fácil entender. Pra quem não pode enxergar por algum motivo e está recebendo auxilio para esse texto, nem precisa muito: creio que vocês já sabem a forma certa de enxergar...
Para o especial viajante de um certo deserto ou para uma menininha chamada Pollyana, é uma das mais importantes bagagens, principalmente quando sai de um asteroide para conhecer os mundos quanto para sair de um orfanato que não te suporta mais. O manual diz claramente: "Se vai conhecer outros lugares, treine sua visão e interpretação."
Fácil? Nem um pouco.
Conheci uma vez uma pessoa que dizia que conseguia se expressar melhor escrevendo. Hoje eu entendo. Veja como é fácil encontrar livros didáticos porém dificil encontrar pessoas que consigam botar em prática à risca o que aprenderam neles. Veja quantos escrevem Blogs...rs Porém quantas pessoas estão em em paz...?
Tudo isso soa como bancar um palhaço, além do que o Brasileiro faz rotineiramente, todos os dias, no quesito "política". É mais delicado porque é algo mais profundo. E que, com sabedoria, resolveria também essa parte chata das leis nos fazerem de otários...
Acontece, na vida de cada um, pelo menos durante 24 horas, MUITAS coisas. E elas precisam do Ser em questão que até então assiste ou sente (cuidado: estamos ficando automáticos nisso!) pra serem melhor pensadas e interpretadas. Um povo não pensante é facilzinho de controlar, mas não é bem onde quero chegar. É preciso enxergar de uma forma diferente...
Reclamamos das coisas ruins automaticamente. Negamos uma parte ruim para o nosso orgulho, e que na Teoria do Plano Maior faz todo o sentido: "Existe um aprendizado nisso?"
Se Você, leitor, consegue chegar até aqui, pensando nessa frase, seja qual for sua crença, parabéns! Começou a tentar colocar outros olhos nas coisas.
Sim, lá fora tem pessoas perdidas (ou ruins, se preferirem), tem acontecimentos horríveis e tanta coisa que realmente desanima qualquer um. E colocar bons olhos nas coisas é extremamente cansativo. Parece que ninguém aprende com os erros: nem eu, nem você, e nem seu vizinho ,que parece ter uma gram bem verde no quintal dele.
A gente começa pelas coisas pequenas. Não é jamais pelas coisas grandes: o nível é astronomicamente mais avançado que nossa reles ignorância suporta. Não queira, logo de cara, achar que pode colocar bons olhos para com a morte de alguém que você gosta ou ama porque automaticamente, caso não esteja preparado, sua ira cairá diretamente em Deus. Mas daí também é ruim porque caso não acredite, a culpa cairá sobre quem?
Ironia profunda à parte, não faço o tipo religioso e acho que sou mais Iluminista do que outra coisa. Os rótulos modernos me chamam de Agnóstico e eu prefiro o meu nome mesmo. Mas qualquer que seja a crença do indivíduo, é preciso colocar outros olhos nas coisas.
Talvez, coisas boas e ruins aconteçam justamente porque ora colocamos, ora não. E cada momento cria, a partir da escolha de ter colocado ou não, dois acontecimentos paralelos. Mas apenas um vai cravar na nossa Realidade. A gente pode rir, ou pode chorar.
Muito complexo, muito complexo. Estamos fadados a um tempo muito curto chamado Momento. É nele que podemos dançar feito bobos ou clamar a vitória feito herói. Mas precisamos fazer. Agora.
Sim , essa última frase diz claramente que, NO MOMENTO, creio nisso. É algo não praticável em abundancia mas que se feito, não sairá de moda.
Estrelas, crianças, gestos e cores. A verdade é mutável e o segredo está ainda por trás dessa mutação.
Um par, ou um só, ou nenhum. Tanto faz. Muitas vezes, o que queremos enxergar não consigamos através dos próprios olhos.
Só se ve bem com o...
Opa! Você? De novo?
Tudo bem. Mas vai precisar de algumas coisas pra funcionar perfeitamente neste ponto...rs
Ah, sim. E quanto aos lugares que eu estive, nesse meio tempo?
Poderia dizer que vivi dias infernais, mas por que falaria assim?!
Não ficaria melhor dizer que passei os dias pendurando as roupas no varal de ponta-cabeça, andando no meio-fio da calçada, me equilibrando numa corda-bamba numa simples recreação infantil, atravessar as ruas sem olhar para os lados e com o som alto?!
A última parte também é mentira.
O resto tudo fiz, inclusive usar o pijama ao contrário.
Mas só porque o meu lado criança adora ganhar presentes...
quinta-feira, 11 de abril de 2013
Rodah nos Sohnos
O menininho de 5 anos acordara chorando. Um desespero e um aperto no coração o fez levantar rapidamente da sua cama com os olhos cheios de lágrimas quentes que ainda escorriam pelo seu rosto.
Atordoado e querendo ver apenas uma só pessoa, ainda zonzo correu pelo cenário de seu quarto que conseguia reconhecer, mas ignorava todos seus elementos. Com seus pequenos braços, suas mãos deslizavam pelo corrimão da escada de madeira e em carpetado de um verde- escuro, e seus pés faziam tamanho barulho cada vez que encontrava um degrau abaixo que sua mãe veio lá da cozinha, assustada, achando que seu filho tivesse caído.
- Mamãe, mamãe! - Falava o menino, soluçando e feliz por encontrar, na sala e olhando-o na escada, sem entender nada, a pessoa que tanto ele desejava ver.
- O que foi, filho? O que aconteceu? - Perguntou a mãe, com um tom de grande preocupação e amor.
O rosto do menino encontrou o ventre da mãe e se afogou em lágrimas ainda mais sinceras. Tudo ficou escuro pois se negava olhar ao redor: bastava o perfume, o avental ficando úmido e o abraço quente de sua protetora para calmar o coraçãozinho dele.
Quando ele se acalmou um pouco, sua mãe pegou-o no colo e colocou-o em cima da parte alta do encosto do sofá, fazendo com que aquela criaturinha pudesse se expressar melhor olhando com menos esforço pra cima afim de encontrar os olhos de sua criadora. A mãe já fazia ideia do que era:
- Você teve um pesadelo, foi?
- Sim, mamãe! - O menino ainda soluçava.
- E o que você sonhou de ruim? - Perguntou a bela jovem de cabelos negros, provenientes de uma descendência misteriosamente desconhecida.
O menino então, começou a relatar:
- Mamãe, eu sonhei que o mundo mudou! Lá fora as pessoas se odiavam, mas poucas revelavam isso. Todo mundo ou quase todo mundo mentia, e fazia outras pessoas chorarem. Sonhei que as pessoas se esqueciam de quem eram no começo e seus sonhos eram mudados ou roubados várias vezes.
Dai, mãe, daí eu cresci junto com todo mundo. Aos poucos eu fui mudando e esquecendo quem eu era. Mas daí eu fui vivendo. Gostava bastante de pintar mas as pessoas viam e faziam eles ficarem preto e brancos e diziam pra mim que tava tudo errado nele. Mas queriam trocar eles por uma bala. Uma bala só, acredita, mãe? Eu achava que o que eu fazia valia muito mais, mas o planeta não achava isso.
O menino tomou mais fôlego e continuou:
- Daí eu comecei a trabalhar, mas as pessoas em volta de mim ficavam doentes ou morriam. Todos os dias, todos os dias. Na televisão as mortes eram coisa normal, e todos assistiam , parados, como se fosse normal tudo aquilo. Ninguém ia lá ajudar. Aí também muitas rezavam para o Papai do céu, mas tinha muitos papais dos céis e cada um era diferente do verdadeiro. E as pessoas brigavam pra saber qual Papai do céu era o melhor. Aí nisso mais pessoas morriam. Daí eu, com medo, escolhi não ter nenhum também...
Os olhos do pequenino agora pareciam se focar em algo distante, e triste, que chocava com a sua realidade pura:
- Eu lembro que magoei aquela menina da minha classe que eu gosto porque eu mais velho não encontrou ela. E acabei achando outra menina. E eu BEIJEI ESSA NA BOCA! BLAGH!! Eu não acredito que eu enganei ela e eu, porque eu gosto dela ( a da minha classe). Tanto é que eu disse que eu quero casar com ela, mas no sonho era outra. E depois da primeira, veio muito mais.
Agora o garoto gesticulava mais e mais com as mãos, não contendo as imagens que viam enquanto ia dizendo detalhe por detalhe do pesadelo:
- Mamãe, o mundo tava cheio de gente, mas todo mundo se sentia sozinho, e uma mancha preta tomava conta do coração e do corpo da pessoa. Existia coisas que matava mais rápido, e daí comecei a beber e fumar cigarro que nem os adultos! Acho que também eu era... Eu estava crescendo, mãe, mas que nem eles!
Sonhei que a gente usava diversos aparelhos do futuro para conversar com os outros, mas a gente não sabia conversar direito com os amigos ou as pessoas porque a gente era burro! A gente gostava mesmo era de xingar as pessoas. O significado das palavras estava tudo ao contrário, e isso criava ainda mais confusão, porque cada um dizia uma coisa, e eu não sabia em que acreditar.
Uma expressão de assustado deu lugar agora a uma tristeza quase sem fim naqueles olhos que cismavam brilhar com a quantidade de lágrimas que queriam sair:
- Mamãe, eu sonhei que eu estava longe de você, do papai, e do meu irmãozinho que ainda nem nasceu. Ele morava com vocês, mas eu não. Eu fui morar longe de vocês. Eu buscava alguma coisa, mas isso vivia se escondendo de mim. Acredita? Eu, morar sozinho, longe de você?
Ele começou a chorar de novo, mas continuou:
- Conheci amiguinhos e amiguinhas também, adultos, mas poucos falavam de quando era criança. Alguns mal brincavam. Queriam fazer coisas de adultos. Daí eu também fazia cada vez mais com eles, até que eu esqueci de assistir desenho, andar de bicicleta, pintar. Daí, mãe, daí eu não dava mais risada. Achava todo tempo que ia morrer. A vida ficou sem graça. Eu não tinha mais meu ioiô, meus amiguinhos de escola sumiram, quando a gente voltava a se ver, a gente tinha se esquecido um do outro e no fim, no fim, meu avô, minha avó, meu pai e você tinha morrido.
................
Agora as lágrimas se tornaram constantes no menino, tanto que esse final ele dizia perdendo quase a voz, por culpa da linguagem do choro:
- Mamãe, você vai morrer? Eu não quero isso! Eu tenho medo de perder você, o papai, meus avós e meu irmãozinho. eu preciso de você, eu mal sei ir dormir sozinho do escuro. Por favor, promete pra mim que você nunca vai me abandonar. Promete? Que você não vai embora? Eu amo ser criança. Até lembro que eu conheci umas crianças que me faziam lembrar as vezes que eu já tive essa idade que tenho agora, mas a magia delas pra acontecer isso durava pouco tempo. Eu nunca vou esquecer de mim,, nem de você. Eu te amo, mãe!
A mãe dele riu com os olhos cheio de lágrimas e disse, após ele terminar:
- Seu bobo! Você só teve um pesadelo. Eu nunca vou te abandonar. E por que você está com esses papos doidos de morte? Sua mãe aqui, seu pai e sua família toda vai viver bastante tempo. Até você! Agora vem aqui, pra eu te abraçar forte! Já passou, já passou...
O menino soluçava de tremer. Quando se acalmou, limpou o rosto na roupa da mãe, que lhe cariciava sua cabeça, e a beijou no rosto e perguntou:
- Mamãe, quando eu crescer eu vou perder o medo do escuro?
- Sim, filho. Creio que sim. Você será muito corajoso quando crescer! E vai me dar muito orgulho! - disse docemente a mãe.
- E as pessoas, elas são ruins?
A mãe fez uma careta como se quisesse rir, mas não teve tempo para responder. Veio uma outra pergunta do pequeno:
- Mãe, será que um dia eu vou esquecer de quem eu sou?
Esta sorriu, e respondeu como se fosse algo bem óbvio:
- Você, se esquecer de si mesmo? Você é ótimo naqueles jogos de memórias, realmente um espanto! E tem mais: Não tem como se auto-esquecer.
O menino se tranquilizou. Por fim, disse:
- Mamãe, eu gosto muito de você!!
- Eu também gosto muito de você, Rafinha. Agora vai tomar seu leite porque eu já comecei a fazer o bolo de chocolate.
- Bolo? Eeeeeeebbaaaaaa! Ué, mas alguém faz aniversário hoje? - perguntou o curioso menino.
- Você, Rafinha. Se esqueceu, foi? - a mãe brinca, e continua- Hoje você faz 28 aninhos...
Uma voz, que não estava na sala, ecoa:
- Hey, psiu! Acorde, senão você vai perder a hora...
.....................
O quarto escuro. Essa pouca iluminação: Agora constante, mas nunca gostei...
Avisto o gato que ronrona tranquilamente sobre meus pés, no edredom.
O cenário é totalmente diferente do que eu me encontrava agora pouco.
Meu corpo está maior e mais pesado. E me dei conta que acordei sozinho, no escuro.
Quanto tempo se passou, desde então?
Olhei ao redor e por alguns segundos, eu não sabia onde estava. "Onde estou?", "Quem sou eu?", " Meu nome...? Ra...Ra...f..."
Por instinto rotineiro, pego minhas coisas e saio. Apesar de ainda noite, é só mais um dia, acho.
Estou ciente de que estou acordado.
Entretanto estou crente de que ainda estou dormindo...
Atordoado e querendo ver apenas uma só pessoa, ainda zonzo correu pelo cenário de seu quarto que conseguia reconhecer, mas ignorava todos seus elementos. Com seus pequenos braços, suas mãos deslizavam pelo corrimão da escada de madeira e em carpetado de um verde- escuro, e seus pés faziam tamanho barulho cada vez que encontrava um degrau abaixo que sua mãe veio lá da cozinha, assustada, achando que seu filho tivesse caído.
- Mamãe, mamãe! - Falava o menino, soluçando e feliz por encontrar, na sala e olhando-o na escada, sem entender nada, a pessoa que tanto ele desejava ver.
- O que foi, filho? O que aconteceu? - Perguntou a mãe, com um tom de grande preocupação e amor.
O rosto do menino encontrou o ventre da mãe e se afogou em lágrimas ainda mais sinceras. Tudo ficou escuro pois se negava olhar ao redor: bastava o perfume, o avental ficando úmido e o abraço quente de sua protetora para calmar o coraçãozinho dele.
Quando ele se acalmou um pouco, sua mãe pegou-o no colo e colocou-o em cima da parte alta do encosto do sofá, fazendo com que aquela criaturinha pudesse se expressar melhor olhando com menos esforço pra cima afim de encontrar os olhos de sua criadora. A mãe já fazia ideia do que era:
- Você teve um pesadelo, foi?
- Sim, mamãe! - O menino ainda soluçava.
- E o que você sonhou de ruim? - Perguntou a bela jovem de cabelos negros, provenientes de uma descendência misteriosamente desconhecida.
O menino então, começou a relatar:
- Mamãe, eu sonhei que o mundo mudou! Lá fora as pessoas se odiavam, mas poucas revelavam isso. Todo mundo ou quase todo mundo mentia, e fazia outras pessoas chorarem. Sonhei que as pessoas se esqueciam de quem eram no começo e seus sonhos eram mudados ou roubados várias vezes.
Dai, mãe, daí eu cresci junto com todo mundo. Aos poucos eu fui mudando e esquecendo quem eu era. Mas daí eu fui vivendo. Gostava bastante de pintar mas as pessoas viam e faziam eles ficarem preto e brancos e diziam pra mim que tava tudo errado nele. Mas queriam trocar eles por uma bala. Uma bala só, acredita, mãe? Eu achava que o que eu fazia valia muito mais, mas o planeta não achava isso.
O menino tomou mais fôlego e continuou:
- Daí eu comecei a trabalhar, mas as pessoas em volta de mim ficavam doentes ou morriam. Todos os dias, todos os dias. Na televisão as mortes eram coisa normal, e todos assistiam , parados, como se fosse normal tudo aquilo. Ninguém ia lá ajudar. Aí também muitas rezavam para o Papai do céu, mas tinha muitos papais dos céis e cada um era diferente do verdadeiro. E as pessoas brigavam pra saber qual Papai do céu era o melhor. Aí nisso mais pessoas morriam. Daí eu, com medo, escolhi não ter nenhum também...
Os olhos do pequenino agora pareciam se focar em algo distante, e triste, que chocava com a sua realidade pura:
- Eu lembro que magoei aquela menina da minha classe que eu gosto porque eu mais velho não encontrou ela. E acabei achando outra menina. E eu BEIJEI ESSA NA BOCA! BLAGH!! Eu não acredito que eu enganei ela e eu, porque eu gosto dela ( a da minha classe). Tanto é que eu disse que eu quero casar com ela, mas no sonho era outra. E depois da primeira, veio muito mais.
Agora o garoto gesticulava mais e mais com as mãos, não contendo as imagens que viam enquanto ia dizendo detalhe por detalhe do pesadelo:
- Mamãe, o mundo tava cheio de gente, mas todo mundo se sentia sozinho, e uma mancha preta tomava conta do coração e do corpo da pessoa. Existia coisas que matava mais rápido, e daí comecei a beber e fumar cigarro que nem os adultos! Acho que também eu era... Eu estava crescendo, mãe, mas que nem eles!
Sonhei que a gente usava diversos aparelhos do futuro para conversar com os outros, mas a gente não sabia conversar direito com os amigos ou as pessoas porque a gente era burro! A gente gostava mesmo era de xingar as pessoas. O significado das palavras estava tudo ao contrário, e isso criava ainda mais confusão, porque cada um dizia uma coisa, e eu não sabia em que acreditar.
Uma expressão de assustado deu lugar agora a uma tristeza quase sem fim naqueles olhos que cismavam brilhar com a quantidade de lágrimas que queriam sair:
- Mamãe, eu sonhei que eu estava longe de você, do papai, e do meu irmãozinho que ainda nem nasceu. Ele morava com vocês, mas eu não. Eu fui morar longe de vocês. Eu buscava alguma coisa, mas isso vivia se escondendo de mim. Acredita? Eu, morar sozinho, longe de você?
Ele começou a chorar de novo, mas continuou:
- Conheci amiguinhos e amiguinhas também, adultos, mas poucos falavam de quando era criança. Alguns mal brincavam. Queriam fazer coisas de adultos. Daí eu também fazia cada vez mais com eles, até que eu esqueci de assistir desenho, andar de bicicleta, pintar. Daí, mãe, daí eu não dava mais risada. Achava todo tempo que ia morrer. A vida ficou sem graça. Eu não tinha mais meu ioiô, meus amiguinhos de escola sumiram, quando a gente voltava a se ver, a gente tinha se esquecido um do outro e no fim, no fim, meu avô, minha avó, meu pai e você tinha morrido.
................
Agora as lágrimas se tornaram constantes no menino, tanto que esse final ele dizia perdendo quase a voz, por culpa da linguagem do choro:
- Mamãe, você vai morrer? Eu não quero isso! Eu tenho medo de perder você, o papai, meus avós e meu irmãozinho. eu preciso de você, eu mal sei ir dormir sozinho do escuro. Por favor, promete pra mim que você nunca vai me abandonar. Promete? Que você não vai embora? Eu amo ser criança. Até lembro que eu conheci umas crianças que me faziam lembrar as vezes que eu já tive essa idade que tenho agora, mas a magia delas pra acontecer isso durava pouco tempo. Eu nunca vou esquecer de mim,, nem de você. Eu te amo, mãe!
A mãe dele riu com os olhos cheio de lágrimas e disse, após ele terminar:
- Seu bobo! Você só teve um pesadelo. Eu nunca vou te abandonar. E por que você está com esses papos doidos de morte? Sua mãe aqui, seu pai e sua família toda vai viver bastante tempo. Até você! Agora vem aqui, pra eu te abraçar forte! Já passou, já passou...
O menino soluçava de tremer. Quando se acalmou, limpou o rosto na roupa da mãe, que lhe cariciava sua cabeça, e a beijou no rosto e perguntou:
- Mamãe, quando eu crescer eu vou perder o medo do escuro?
- Sim, filho. Creio que sim. Você será muito corajoso quando crescer! E vai me dar muito orgulho! - disse docemente a mãe.
- E as pessoas, elas são ruins?
A mãe fez uma careta como se quisesse rir, mas não teve tempo para responder. Veio uma outra pergunta do pequeno:
- Mãe, será que um dia eu vou esquecer de quem eu sou?
Esta sorriu, e respondeu como se fosse algo bem óbvio:
- Você, se esquecer de si mesmo? Você é ótimo naqueles jogos de memórias, realmente um espanto! E tem mais: Não tem como se auto-esquecer.
O menino se tranquilizou. Por fim, disse:
- Mamãe, eu gosto muito de você!!
- Eu também gosto muito de você, Rafinha. Agora vai tomar seu leite porque eu já comecei a fazer o bolo de chocolate.
- Bolo? Eeeeeeebbaaaaaa! Ué, mas alguém faz aniversário hoje? - perguntou o curioso menino.
- Você, Rafinha. Se esqueceu, foi? - a mãe brinca, e continua- Hoje você faz 28 aninhos...
Uma voz, que não estava na sala, ecoa:
- Hey, psiu! Acorde, senão você vai perder a hora...
.....................
O quarto escuro. Essa pouca iluminação: Agora constante, mas nunca gostei...
Avisto o gato que ronrona tranquilamente sobre meus pés, no edredom.
O cenário é totalmente diferente do que eu me encontrava agora pouco.
Meu corpo está maior e mais pesado. E me dei conta que acordei sozinho, no escuro.
Quanto tempo se passou, desde então?
Olhei ao redor e por alguns segundos, eu não sabia onde estava. "Onde estou?", "Quem sou eu?", " Meu nome...? Ra...Ra...f..."
Por instinto rotineiro, pego minhas coisas e saio. Apesar de ainda noite, é só mais um dia, acho.
Estou ciente de que estou acordado.
Entretanto estou crente de que ainda estou dormindo...
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